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The Skin Game

Cremes de contorno de olhos: como usar e os melhores

Muitas vezes perguntam-me se os cremes para o contorno dos olhos são mesmo necessários. A resposta é não, não são absolutamente necessários, e se tiverem um orçamento apertado e um bom sérum (de preferência sem grande fragrância), têm o vosso problema resolvido. Contudo, se quiserem algo mesmo específico para alguma questão da zona periocular (e eles existem, não são só marketing como muita gente defende), então dou-vos algumas ideias de produtos que devem procurar para cada questão: anti-envelhecimento, olheiras, papos/olhos inchados e hiperpigmentação, entre outros.

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Como aplicar um creme de contorno de olhos

 

Onde aplicar: o creme de contorno de olhos deve ser aplicado na zona do osso e nunca acima. Nalguns casos, os cremes são indicados como sendo 360º, o que significa que também podem ser aplicados na zona acima do olho. Neste caso, deverão aplicá-lo na zona do osso e nunca abaixo disso.

Como aplicar: na maioria dos sítios verão as pessoas a aconselhar aplicar o creme em "pontos" ao longo do osso (como na imagem) e esbater com batidas leves usando o dedo anelar. Contudo, desde que não arrastem a pele, não há problema em espalhar o creme com a ponta do dedo sem exercer muita pressão. Caso queiram fazer drenagem para reduzir papos, garantam que têm produto suficiente para que ao fazer a massagem na direcção do canal lacrimal não repuxam a pele.

Quando aplicar: manhã e noite. Se o sérum utilizado for adequado à zona do contorno de olhos, aplicar depois do sérum. Caso contrário, aplicar antes do sérum, após a limpeza da pele.

 

Problemas no contorno de olhos e produtos

 

Antes de listar, um aviso: os links para a Care to Beauty não são links de afiliado. Contudo podem usar o código ANA5 para terem 5% de desconto na Care to Beauty se optarem por comprar lá, e esse código é de afiliado.

 

Primeiras rugas - uma parte significativa das rugas na zona do contorno ocular é devida a desidratação, pelo que o simples facto de usar qualquer produto hidratante já irá ajudar. Contudo, pode-se recorrer a péptidos e antioxidantes para dar um boost à prevenção do envelhecimento.

 

Rugas profundas - neste caso já não basta hidratação, pelo que se recorre também ao retinol, entre outros activos anti-envelhecimento.

 

Pálpebra descaída - tendencialmente isto será genético e pouco há a fazer, em casos extremos pode se necessário recorrer a cirurgia. Contudo, há sempre algum nível em que conseguimos actuar, aliado a comportamentos que não promovam o descaimento (evitar depilação com cera ou repuxar muito a área ao maquilhar e desmaquilhar).

 

Eczema / Pele atópica - estes cremes podem ser usados com segurança na pálpebra móvel, estando indicados para casos de secura extrema e desconforto. Os dois primeiros são equiparáveis, pelo que é uma questão de apotarem num deles primeiro.

 

Papos - como já devem ter ouvido, o frio ajuda a reduzir os papos, pelo que colocar o creme no frigorífico ou fazer massagem utilizando um massajador que esteve no frigorífico ajuda a aumentar a eficácia.

  • Filorga Optim-Eyes - opção muito completa, que ajuda a prevenir o envelhecimento também
  • The Inkey List Caffeine - mais acessível, muito boas reviews e fórmula hidratante

 

Olheiras roxas - as olheiras de origem vascular estão associadas a noites mal dormidas, pele fina que permite ver a rede vascular por baixo dela e outras questões genéticas. As olheiras não vão desaparecer, por isso caso seja essa a expectativa, o idela é comprar um corrector de olheiras.

  • Esthederm Intensive Hyaluronic Eye - neste caso, o efeito é por preenchimento (quanto mais grossa estiver a pele, menos translúcida fica e menos se vêem os vasos por baixo), além disso tem efeito anti-envelhecimento
  • IsdinCeutics K-Ox - creme bastante hidratante com acção anti-olheiras
  • Sesderma K-Vit - em sérum, pode ser usado conjugado com outros produtos de olhos, mas seca bastante o contorno ocular
  • Kiehl's Mignight Recovery Eye - com efeito anti-envelhecimento aliado ao anti-olheiras

 

Olheiras castanhas - estas olheiras têm origem pigmentar, por isso pode ser difícil ou até impossível de remover por completo, caso haja uma tendência natural da pele para pigmentar nessa zona. 

 

Pele seca - no caso de pele seca não atópica, o ideal é utilizar cremes mais espessos, em bálsamo.

 

Sensibilidade - para o contorno de olhos que habitualmente não tolera outros produtos.

Dermatite atópica em bebés e adultos

A dermatite atópica é uma presença frequente na minha vida desde sempre, desde ter uma pele que não tolerava praticamente nenhum cosmético em bebé até ter grandes crises nas fases de exames de faculdade a andar agora na gravidez com locais novos a ficarem em crise. Como tenho lido um pouco mais sobre o assunto por causa disto e do receio que a minha filha também vá sofrer do mesmo, achei que era boa altura para escrever sobre dermatite atópica (ou eczema) e o que realmente parece resultar.

 

Dermatite atópica

A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crónica da pele que é caracterizada por ciclos de crise e remissão e não é contagiosa, sendo que esta doença está bastante ligada a uma componente genética (o risco de uma criança desenvolver a doença é de 30% no caso de um dos pais sofrer de DA e de 70% se ambos os progenitores tiverem). Os sintomas mais comuns desta patologia implicam pele seca a muito seca, comichão, descamação, vermelhidão e pele inflamada. Estima-se que esta doença afecta cerca de 3% dos adultos e 15% das crianças em países desenvolvidos, com tendência a aumentar, e está intimamente ligada a outras patologias alérgicas como a rinite, asma e alergias alimentares. 

Na DA, existe um ciclo muito demarcado nas crises, que começa habitualmente com a diminuição da função barreira da pele, permitindo maior entrada de alergenos e outros agentes irritantes que vão levar a inflamação e comichão, que por sua vez vão diminuir ainda mais a função barreira. Assim sendo, o ideal é quebrar o ciclo vicioso e tentar fazê-lo em todos os passos para garantir uma maior qualidade de vida e uma remissão mais rápida.

 

Abordagens ao tratamento da dermatite atópica

Existem várias abordagens à dermatite atópica e a grande maioria acaba por estar pouco estudada ou com estudos maioritariamente irrelevantes. Contudo, vamos vê-las uma a uma:

  • aplicação diária de hidratantes - esta é uma das mais relevantes e uma das que comprovadamente apresenta benefícios reais na DA. O ideal é optar por um hidratante específico para a pele atópica, o que significa que habitualmente é um creme mais espesso ou bálsamo, sem fragrância e com uma fórmula que minimiza a quantidade de potenciais alergenos. Quanto a ingredientes-estrela, não existem estudos não enviesados que tenham conseguido comprovar que um ingrediente é superior a outro, mas no geral tudo parece apontar para que se escolham fórmulas que contenham ureia, glicerina, ceramidas e ácido glicirretínico. A aveia parece resultar, mas também tem menos estudos efectuados.
  • banhos emolientes - estes banhos emolientes passam pela colocação de um produto na água e consequente imersão da pele nessa mistura. Contudo, os estudos indicam que não existem benefícios claros nesta prática, sendo que geralmente acabo por não a recomendar.
  • higiene não deslipidante - é muito frequente ver pessoas que se preocupam em ter um creme hidratante, mas depois na higiene usam um gel de banho qualquer porque depois o creme faz o resto. Contudo, os estudos apontam no sentido desta mesma higiene cumprir os mesmos pontos que a hidratação. Assim, deve-se optar por um produto preferencialmente em creme ou óleo, sem fragrância e de preferência formulado para pele atópica.
  • medicação - pode ser tópica ou oral e deve ser sempre acompanhada e prescrita por um médico. Beneficia na mesma da aplicação do hidratante, havendo estudos claros de que a taxa de sucesso é maior nos pacientes que combinam ambas.
  • probióticos - têm surgido vários estudos no sentido de que pode haver um benefício claro na suplementação com probióticos na dermatite atópica. Contudo, os estudos são ainda pouco claros no que diz respeito a qual a melhor estirpe a usar, doses e resultados claros, por isso esta é ainda uma área em desenvolvimento. Contudo, é uma clara possibilidade e nos próximos anos deveremos assistir a um desenrolar interessante nesta área.
  • evitar potenciais alergenos durante a gravidez e aleitamento - ao contrário do que tem sido proclamado por muitos, evitar certos alimentos durante a gravidez não só não reduz o risco de desenvolver dermatite atópica, como na verdade parece aumentá-lo. Alimentos como ovos, frutos secos, leite de vaca e outros que sejam habitualmente associados a alergias não devem ser evitados por este motivo e até é aconselhável que sejam consumidos de forma a expôr a criança aos potenciais alergenos.

 

Bebés em risco de desenvolver dermatite atópica

Esta é uma área complexa e falo não só por experiência própria, mas também na área científica. Como mãe, já perdi a conta ao número de pessoas que me recomendaram não usar qualquer tipo de hidratante no bebé nos primeiros meses. Por outro lado, também já tive outras tantas pessoas a dizerem-me que se eu tinha pele atópica em bebé e mantenho essa condição em adulta, então tenho de começar logo a usar uma linha de pele atópica na bebé desde que ela nasce. Enquanto profissional, situo-me no meio destas duas posturas, sendo da opinião de que se deve colocar um hidratante a partir do nascimento, mas de uma linha normal, e passo a explicar porquê.

A grande maioria dos estudos feitos em bebés e crianças com DA incluem poucos voluntários e são habitualmente desenhados para validar a utilização de uma gama específica que foi formulada para pele atópica. Assim, é frequente verem-se estudos que indicam que a linha contendo o ingrediente patenteado XYZ teve melhores resultados em crianças com dermatite atópica do que um hidratante normal. Contudo, alguns estudos recentes e bem desenhados puseram à prova a parte que me interessava mais, que era pura e simplesmente a aplicação de um hidratante num recém-nascido com probabilidade de desenvolver DA. Estes estudos concluíram globalmente e com boa margem de certezas que a aplicação diária de um hidratante normal em recém-nascidos de termo previne o aparecimento da DA.

Em relação a escolher ou não uma gama formulada para pele atópica ou uma linha normal nos casos em que apenas existe a probabilidade da criança desenvolver DA, explico-vos o porquê. Uma das teorias já comprovadas da dermatite atópica prende-se com o excesso de higiene e a não exposição dos bebés a alergenos. Esta exposição limitada parece estar a levar a um aumento das crianças com DA, pelo que a exposição precoce a alergenos acaba por ser positiva para o desenrolar da doença. Isto significa que aconselho sempre as mães de bebés potencialmente atópicos a utilizarem produtos com uma fragrância leve (também não exagerem com uma linha super perfumada), mas a não partirem para as linhas de pele atópica sem diagnóstico feito.

 

Melhores produtos para pele atópica

Não existem diferenças nos produtos a usar dependendo da idade, pelo que qualquer produto formulado para pele atópica pode ser usado de forma segura a partir dos 3 meses de idade (alguns a partir do nascimento desde que o bebé seja de termo) sem qualquer limite máximo de idade.

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- La Roche-Posay Lipikar AP+M: pode ser usada desde o nascimento em bebés de termos e tem um produto que adoro - o stick. A comichão é das coisas mais incómodas da dermatite atópica e o stick permite "coçar" a área enquanto na verdade estamos a reparar a barreira cutânea em vez de a destruir.

- ISDIN Nutratopic Pro-AMP: a linha que recomendo em casos mais complicados de resolver, tem um hidratante especialmente formulado para o rosto e dois hidratantes de corpo diferentes (a loção para uso diário e o creme para crises).

- A-Derma Exomega Control: para quem gosta de recorrer a fórmulas mais baseadas em ingredientes naturais, é baseada em aveia. Tem uma boa selecção de texturas diferentes que permitem adaptar aos gostos de cada um, com preços bastante simpáticos também.

- Bioderma Atoderm Intensive: a gama que recomendo em peles que não são particularmente complicadas, para uso diário. Os tamanhos grandes tornam-na muito prática para quem tem de usar os produtos diariamente.

- Aveeno Dermexa Anti-Prurido: o que encontrei até agora com melhor efeito anti-prurido, é particularmente útil para ter em caso de crises.

- Ducray Dexyane Med: para quem, como eu, tem lesões localizadas (no meu caso cotovelos e agora tornozelos na gravidez), o Dexyane Med e perfeito para controlar as zonas afectadas sem precisar de fazer um investimento enorme, com efeitos desde a primeira aplicação.

Para eczema palpebral, sugiro que espreitem o Ducray Dexyane Med Palpebral, o SVR Topialyse Palpebral ou o Sesderma Silkses.

Post actualizado a 28-12-2020

Review: La Roche-Posay Lipikar AP+ Stick

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Tipo de produto: stick

Função: hidratar, acalmar

Ingredientes principais: manteiga de karité, madecassoside

Quando usar: durante o dia

Textura: stick

Aroma: inexistente

Embalagem: tubo com roda para fazer subir o produto

Quantidade: 15ml

Preço: 10€

Onde comprar: farmácias, Care to Beauty (não é link de afiliado, contudo podem usar o código de afiliado ANA5 para terem 5% de desconto na Care to Beauty)

 

Quem também tiver dermatite atópica sabe do que falo quando descrevo a chatice que é trabalhar numa mesa, com os cotovelos apoiados, quando se tem dermatite atópica nos cotovelos. Cada malha da camisola parece um atentado à concentração no trabalho e é frequente ficar completamente desconfortável. Foi por isso que, após uma longa luta interna prolongada com o "Ana Catarina, não precisas de comprar mais um produto que vais acabar por ter encostado em qualquer lado", lá comprei este stick. Foi a melhor coisa que fiz.

A ideia deste stick é substituir o movimento de coçar por um de hidratar e acalmar a pele. Não só temos a sensação de pressão na área afectada, o que ajuda a acalmar a vontade de coçar, como tem realmente ingredientes calmantes e nutritivos de forma a nutrir a zona e reduzir o prurido. Tudo isto, no meu caso, evitar-se-ia se eu fizesse o que devia e hidratasse devidamente a zona dos cotovelos diariamente após o banho - porto-me mal e só me lembro de o fazer quando o rei faz anos. Portanto se o vosso caso de dermatite atópica for complicado ou se forem preguiçosos como eu, este é um bom método para contrariar um pouco a tendência do eczema piorar.

Aquilo que me atrai particuarmente no produto é a portabilidade e a forma como é fácil aplicar. Geralmente tenho-o numa das gavetas na secretária e tiro sempre que acho necessário. Como não se sujam as mãos, a aplicação faz-se mesmo ali sentada à secretária e depois é só voltar ao trabalho, sem mãos sujas e muito mais confortável de forma instantânea.