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The Skin Game

Sugestões de protecção solar - parte 1

No seguimento da semana dedicada à protecção solar, falo-vos agora das minhas sugestões de protecção solar para diversas situações. Como a lista é imensa, ficaram divididas em três partes, por isso se a vossa situação não está nesta lista, estará provavelmente na dos próximos dias.

Hoje vou abordar um dos mais pedidos de sempre, os melhores protectores solares para pele oleosa, protectores para pele seca (esta lista é consideravelmente mais pequena por uma simples razão: as peles secas podem, na grande maioria dos casos, usar as fórmulas normais dos protectores desde que usem o seu creme habitual por baixo, sendo mais fácil encontrar um protector compatível do que nas peles oleosas) e protectores solares para a área do contorno dos olhos. Esta última questão é pertinente porque a grande maioria dos protectores tem dois problemas: arde nos olhos e sensibiliza facilmente a zona periocular.

 

melhor protector solar pele oleosa seca olhos.PNG

Pele oleosa/mista

Bioderma Photoderm AKN Mat - especialmente para peles com tendência acneica [comprar]

ISDIN Fusion Water - absorve instantaneamente e não arde nos olhos, principalmente indicado para o dia a dia ou para a prática de desporto [comprar]

Youth Lab. Daily Sunscreen Gel Cream - uma espécie de BB Cream que permite usar só um produto de manhã

Heliocare 360 Gel Oil Free - com protecção de largo espectro e completamente oil-free [comprar]

La Roche-Posay Anthelios XL - textura de creme ultra fluido e sem perfume [comprar]

Bioderma Photoderm Max Aquafluide - acabamento mate e textura muito fluida [comprar]

Frezyderm Sun Screen - textura aveludada ideal para quem gosta desse acabamento

 

Pele seca

La Roche-Posay Anthelios Creme Conforto - textura rica e embalagem com doseador [comprar]

Bioderma Photoderm Max Creme - textura rica e de fácil absorção [comprar]

 

Protectores para o contorno dos olhos

Eucerin Hyaluron-Filler Creme de Olhos - com SPF15 e ácido hialurónico [comprar]

ISDIN Fusion Water - apesar de ser creme de rosto, tem uma tecnologia que faz com que não arda nos olhos e seja compatível com essa zona, com SPF 50+ [comprar]

SkinCeuticals Physical Eye UV Defense - fórmula mineral, com SPF50 

Kiehl's Clearly Corrective Dark Circle Perfector SPF30 - com acção anti-olheiras e SPF30

Clinique Super Defense SPF20 - com acção anti-fadiga e SPF20

SVR Topyalise Palpebral CC Cream SPF20 (não está na imagem, mas só soube esta semana que tinha saído) - indicado para pele sensível e SPF20

 

* este post contém links de afiliados

Protector solar - FAQ

Vamos à segunda parte do especial de protecção solar, em que reuni respostas a algumas perguntas que me fazem frequentemente e a perguntas que não me fazem mas deviam fazer. Desde reaplicação do protector a questões com a Vitamina D, vamos abordar várias temáticas dentro da protecção solar. Não se esqueçam de ver o primeiro post sobre os vários tipos de radiação.

 

A utilização de protectores solares provoca défice de Vitamina D?

Para quem não conhece o contexto desta pergunta, eis uma mini explicação rápida: a pró-Vitamina D que circula no organismo é convertida em Vitamina D activa através da radiação solar, nomeadamente a radiação UVB. Esta vitamina é uma das responsáveis pela fixação de cálcio nos ossos, o que leva ao surgimento da questão de que se fizermos uma protecção solar que não permita a radiação UVB chegar à pele, então podemos estar a promover um défice de cálcio ósseo.

A resposta a esta pergunta não é fácil, mais eis o consenso habitual: caso a pessoa não se exponha totalmente à radiação e faça uma protecção muito elevada e cuidada (como nos casos de antecedentes de cancro de pele) este défice acontece e carece de suplementação. Contudo, a radiação necessária por dia para que esta conversão aconteça é muito pequena e, considerando que a quase totalidade das pessoas não faz a protecção solar em doses adequadas (colocando muito menos protector do que o necessário e/ou não aplicando sempre), então a situação de défice será muito rara.

Conclusão: provoca, mas apenas em casos muito específicos e não na maioria da população como muitos sites que gostam de provocar pânico generalizado nos querem fazer crer.

 

Quando se deve aplicar protector solar?

Todos os dias, o ano todo, por norma. Se leram o post sobre os vários tipos de radiação já perceberam que até a luz visível tem efeitos nocivos para a pele, por isso é mesmo recomendado que seja feita a aplicação diária de protecção solar.

Quanto à reaplicação do protector, considerando que a degradação do protector solar aplicado na pele é feita em grande parte pela radiação, se passarem o dia dentro de 4 paredes diria que apenas é necessário aplicar uma vez por dia. Contudo, em casos de exposição extrema a recomendação é que a reaplicação seja feita a cada 2h e após contacto com água ou utilização de toalha.

 

O que são protectores solares resistentes à água?

De acordo com as normas europeias, existem duas categorias de protectores solares no que diz respeito à resistência à água: protectores solares resistentes à água e protectores solares muito resistentes à água. Traduzindo, os protectores resistentes à água são aqueles que, após imersão durante 40 minutos, ainda mantêm 50% do produto na pele (sem contar com enxugar a pele com toalha, que tira uma grande quantidade de protector, este índice apenas diz respeito a imersão em água). Os protectores muito resistentes à água mantêm 50% do produto na pele após imersão durante 80 minutos. Ainda assim, recomenda-se sempre a reaplicação após contacto com água, estes apenas dão mais segurança a pessoas que passam largos períodos dentro de água ou transpiram muito.

 

Se comprar um protector SPF50+ estou a comprar o melhor possível?

A resposta aqui é sim e não. A verdade é que um protector ser 50+ garante que existe protecção anti UVB muito elevada e que existe protecção anti-UVA de pelo menos 1/3 disso (vejam o post sobre as várias radiações).

Contudo, um protector factor 30 poderá ter um índice anti-UVA maior do que o de um protector factor 50+. Além disso, nem só de números se faz a protecção, pois interessa também o espectro de radiação coberto e se tem algum tipo de acção extra.

Portanto se não souberem avaliar os protectores ou não tiverem noção de recomendações, podem optar por um factor 50 como método de tentar ter a maior protecção possível, mas o ideal será sempre comparar os vários parâmetros se essa informação estiver disponível.

Nota: esta questão do rácio UVB/UVA é apenas válida nos produtos europeus e não se aplica ao resto do mundo

 

Se colocar vários produtos com SPF, a protecção solar é somada?

A resposta rápida é não. O SPF não é cumulativo, embora a utilização de uma combinação de produtos possa garantir uma maior cobertura de espectro de radiação (ingredientes diferentes bloqueiam radiações diferentes). Ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensa, um SPF50 não oferece o dobro da protecção de um SPF25, como podem ver no gráfico abaixo é bem diferente disso:

 

spf grafico protecção solar.png

Em que passo da rotina aplico protector solar?

O protector solar é sempre o último produto a ser aplicado na rotina de cuidados de rosto e deve ser aplicado antes da maquilhagem.

 

Como posso reforçar a protecção ao longo do dia por cima da maquilhagem?

Primeiro há que avaliar se há de facto necessidade de reforçar a protecção solar. Na maior parte das ocasiões que é requerida maquilhagem é raro haver a necessidade de reaplicação de protector. Contudo, caso esse seja na mesma o caso, pode-se utilizar uma bruma ou um creme compacto com protecção solar. (apenas uma nota: a bruma da Bioderma foi reformulada e está aparentemente com a questão do entupimento resolvida e é mais adequada a pele oleosa)

Protecção solar - radiações e SPF

Está a chegar o verão e esta é uma óptima altura para fazer aqui uma semana especial sobre protecção solar (na verdade se tudo correr bem serão 15 dias, vamos ver como corre). A ideia aqui é responder às dúvidas mais comuns em relação à protecção solar, como qual o melhor tipo de protector, que protector escolher, como funciona a protecção solar, quando reaplicar e muito mais. Fiquem atentos aos posts desta semana, pois irei responder a todas elas.

 

As várias radiações

A primeira coisa a considerar quando se fala de protecção solar é na radiação. Isto porque apesar de nos anos 90 toda a gente só querer saber da radiação UV, nos últimos anos tornou-se evidente o papel das restantes radiações na pele. Portanto vamos vê-las uma a uma.

 

penetração radiação solar.PNG

 

Radiação UVB (ultravioleta-B): a radiação UVB é a principal responsável pelas queimaduras solares, sendo a radiação à qual diz respeito a classificação SPF (SPF15 protege de 93.3% de radiação UVB, SPF30 protege de 96.7% de radiação UVB e SPF50 protege de 98.3% de radiação UVB). É também responsável pelo efeito bronzeado, mas também pela carcinogénese, embora em muito menor proporção do que o UVA. Esta radiação é a principal responsável pela conversão de pró-vitamina D em Vitamina D activa.

Como proteger: filtros orgânicos como triazinas e triazonas, filtros minerais (micronizados ou não)

 

Radiação UVA (ultravioleta-A): a radiação UVA é a principal responsável pela carcinogénese, pigmentação e pelo fotoenvelhecimento. Apesar de existirem alguns sistemas de classificação de UVA em protecção solar (como o caso do PA+, PA++, PA+++ ou fazerem uma equivalência ao UVB), estas classificações não estão legisladas. Contudo, a lei Europeia prevê uma condição no que diz respeito ao rácio UVB/UVA - a protecção UVA tem de ser pelo menos um terço da protecção UVB (isto não acontece nos EUA e a grande maioria dos protectores solares americanos falham no cumprimento desta regra europeia, elevando o SPF mas não acompanhando proporcionalmente no UVA).

Como proteger: filtros orgânicos como triazinas e triazonas, filtros minerais (micronizados ou não)

 

Radiação IV (infravermelha): nos últimos 10 anos a radiação IV tem sido alvo de investigação intensa pelo facto de se ter descoberto que, tal como a radiação UV, a IV também provoca danos na pele. Explicando de forma simples, existem uma série de genes que respondem a estimulação por radiação IV, sendo que os mais releventes são os que dão origem à matriz metaloproteinase-1 que degrada as fibras de colagénio e elastina, levando à formação de rugas profundas e rídulas. Além desta degradação, descobriu-se também que a radiação IV inibe a síntese de colagénio. Já o papel da radiação IV na génese do cancro tem sido menos estudado, mas parece estar associada a formas malignas mais agressivas de cancro.

Como proteger: pigmentos inorgânicos (que têm cor, conferindo tonalidade ao produto que pode torná-los de difícil utilização), filtros minerais não micronizados (mas deixam aspecto esbranquiçado, acinzentado na pele) e/ou uma combinação de antioxidantes potentes (principalmente beta-caroteno tópico, ácido ferúlico ou extracto de grainha de uva).

 

Radiação HEV (visível de alta energia): as últimas inovações no que diz respeito à protecção solar estão a acontecer a nível da radiação visível, principalmente no que diz respeito à luz azul devido à sua capacidade de penetração na pele. A principal problemática relacionada com este tipo de radiação é a pigmentação da pele principalmente em fotótipos altos (pele mais escura), levando a situações de melasma. Além disto, foi também descoberto que a luz azul também aumenta a expressão de matriz metaloproteinase-1 e ao aumento muito significativo de espécies reactivas de oxigénio, conduzindo ao fotoenvelhecimento. Ainda não existem estudos (pelo menos do meu conhecimento) quanto à influência da HEV na génese do cancro.

Como proteger: combinação de antioxidantes potentes (por exemplo um sérum antioxidante), filtros minerais não micronizados (conferem um aspecto esbranquiçado/acinzentado à pele) e/ou óxido de ferro (tem uma cor avermelhada e confere coloração intensa aos protectores). O desenvolvimento de protecção contra este tipo de radiação ainda está muito no início, mas já começam a surgir no mercado patentes neste sentido, como o Liposhield® HEV Melanin que foi especificamente desenhado para combater a radiação HEV e é um composto de melanina fraccionada. Este ano surgiram também o Parsol® Max II e o Soliberine® que prometem oferecer protecção contra todo o espectro, incluindo IV e luz azul.

 

Como fazer a melhor protecção possível dentro desta informação? O meu conselho seria fazer uma boa protecção com SPF 30 e que tenha um bom rácio UVB/UVA (muitas marcas divulgam abertamente estes índices) e utilizar um bom sérum antioxidante antes do protector solar. Não se preocupem, haverá um post com sugestões de protecção solar para diversas situações em breve.

Diz que faço 29 anos

Parece que faço 29 anos hoje e, segundo as redes sociais, eu devia estar neste momento a entrar em pânico. De alguma forma era suposto eu estar aqui a hiperventilar porque é a última vez que a minha idade vai começar por um 2 e isso significa que a minha vida acabou (entra a música dramática, soam os alertas e surgem as caras de pânico). Vai daí, vocês sabem que eu sou mau feitio e portanto não estou muito virada para essa coisa do pânico de estar quase a fazer 30 anos (sim, que uma pessoa aparentemente não faz 29, faz quase 30). Ora portanto, decidi fazer uma lista de coisas giras que concluo ao chegar aos 29-ai-socorro-quase-30-córror.

 

getting older.PNG

 

29 anos não são muitos anos (e 30 também não vão ser)

Se eu achasse que 29 anos eram muitos anos, isso significaria que estava a contar viver pouco mais, certo? Quando fazemos 5 anos também achamos que fazemos muitos. Fazer 29 não é fazer muitos anos porque eu quero chegar aos 80 e isto não anda sequer perto da metade dessa idade, portanto não podem ser muitos. Por favor parem de anunciar a chegada dos 30 anos como se fosse um evento cataclísmico e completamente alterador da vida.

 

Não sou a adulta que achei que ia ser, mas também descobri que nenhum adulto o é

De alguma forma achamos que os adultos vão ser pessoas responsáveis que sabem gerir perfeitamente o seu orçamento, não têm hobbies divertidos e que gostam de comer couves de bruxelas. Assim pessoas um bocado a dar para o chatas. 29 anos classifica-me como uma adulta e considero que o sou, só que não sou a adulta acha que achei que era requisito obrigatório, mas cheguei à conclusão que nenhum dos meus amigos (que são maioritariamente mais velhos do que eu) também não é. Ninguém tem como passatempo arrumar a casa, cozinhamos todos os dias porque não temos dinheiro para pagar a alguém que cozinhe por nós, continuamos a gostar de fazer quase tudo o que gostávamos em criança e só comemos couves de bruxelas porque já percebemos que ficamos gordos se vivermos de chocolates e pizzas.

 

A idade é o que fazes dela e o que fazes da tua vida

Quando fiz 26 anos, chorei. Bastante. Não interessa explicar-vos porquê, digo apenas que a minha vida não estava nada como queria e que os 26 anos para mim eram um marco importante. E fiz 26 anos e chorei de autocomiseração. Precisamente 15 dias depois disso, dei uma volta à minha vida e voltei a gostar de aniversários - e chorar baba e ranho num aniversário pode ser uma óptima chamada de atenção para o facto de estarmos mesmo a precisar de mudar de vida em vez de esperar que essa vida nos caia no colo.

 

Podes escolher ser melhor todos os dias

Cada vez mais percebo que muito daquilo que somos é perceptível logo dos primeiros meses de vida, mas também aprendi que, mesmo considerando o nosso âmago, podemos escolher todos os dias agir de forma melhor. Eu sei que há pessoas aqui no blogue que me lêem há 3 blogues e acho que elas são minhas testemunhas: eu posso ser muito mázinha. Por outro lado, sou cada vez menos. E isso vem não só da minha vida estar melhor e eu ser uma pessoa menos revoltada, mas também das pessoas que me rodeiam. Ter um namorado que puxa pelo melhor de mim tornou-me numa pessoa com vontade de ser melhor e ter amigos que me acompanham nesta jornada faz-me acreditar que estamos todos a evoluir para melhor. As pessoas podem não mudar, mas podem escolher agir de forma diferente.

 

A altura em que tive mais certezas na minha vida foi a adolescência

Depois disso fiquei com cada vez mais certezas que não sei nada e juntamente com isso aprendi também que a atitude de "eu sou assim, quem gostar tudo bem, quem não quiser põe na borda do prato" não traz nada de bom. Há limites, claro, que uma pessoa não se pode pôr em xeque por todas as opiniões que ouvir, mas a outra ponta da escala também não é boa. Se há coisa de que me orgulho nos últimos 5 anos é ter-me tornado numa pessoa mais compreensiva e ter aprendido que ouvir o outro lado é algo positivo (claro que podemos ouvir o outro lado e decidir que são uma cambada de idiotas). Mas querer ouvir o outro lado é bom, quanto mais não seja para ter a certeza que estamos certos ao manter a posição que tomamos.