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The Skin Game

Notas soltas - janeiro 2016

Há uns tempos perguntei na página do Facebook se se importariam de ler ocasionalmente um post que fugisse à temática. O feedback foi positivo, portanto aqui está ele. Não planeio fazê-lo mais do que uma vez por mês, mas sabe-me bem fugir à temática habitual de vez em quando.

 

Leituras

 

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 Há dois anos que ando sem vontade de ler muita coisa. Em janeiro de 2014 o meu último esforço foi ler o livro de contos da minha autora preferida, a Chimamanda Ngozi Adichie, mas foi dos poucos romances que me deu realmente gozo desde essa altura. Os Jardins Secretos da Kate Morton foi outro e foi lido neste verão. Tenho tentado começar vários livros e acabo sempre por largá-los ao fim de pouco tempo (Feet of Clay do Terry Pratchett, Toda a luz que não podemos ver, nada cola). Não me perguntem o que se passa, que eu também não sei, lia facilmente 40 livros num ano e agora é isto. Preciso seriamente que a Chimamanda lance mais um livro para eu voltar a ler com vontade.  

 

Como não consigo afastar-me completamente dos livros, tenho ido por alternativas, sendo a mais comum a BD, sendo que aproveitei o facto de nunca ter conseguido ler ficção científica para passar para esse género e não me sentir culpada (o facto de não estar a substituir romances por BD, mas sim a explorar um género novo). Tive sorte e, por recomendação do Vasco da Mundo Fantasma (para quem é do Porto é O sítio de BD por cá) acabei por trazer o primeiro trade paperback do Descender e adorei. Estou ansiosamente à espera que saia o segundo lá para abril para o comprar logo a correr. Outra coisa que tenho lido muito e que me tem surpreendido pela positiva é o novo Iron Man. Acreditem, estou longe de ser a pessoa que adora filmes de heróis, mas decidi dar uma hipótese ao Invincible Iron Man e tenho adorado, ainda para mais porque a app da Marvel para ler comics é espectacular. Ainda tentei ler o primeiro do Karnak e do All New All Different Avengers e não consegui, mas acho que ainda vou espreitar o Dr. Strange.

 

Dentro da temática do blogue adquiri e li o About Face, escrito (mais ou menos) pela autoras do maior site irlandês de beleza. É um pouco ao género do Pretty Honest da Sali Hughes, mas melhor. Sim, eu disse isto. A verdade é que eu adoro um livro com um bom conteúdo, mas se tiver bom aspecto e bom humor fica muito melhor. Lembro-me claramente de tirar foto à descrição dos EE Creams que dizia pelo meio "go home foundations, you're drunk" para enviar a uma amiga minha e dizer que achava que ela ia gostar daquele livro.

 

Séries

 

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Gilmore Girls, também conhecida como "a minha série preferida de sempre mesmo depois de a ter revisto 10 ou 15 vezes". O namorado comprou esta box a meias comigo, por motivos de eu ter emprestado a temporada 3 a uma pessoa que desde então não me responde a mensagens no facebook ou Twitter a respeito da devolução da mesma. Sim, estou ressabiada, acho que não é minimamente estranho ressabiar com isto dado que é a minha série preferida e acabei com uma temporada a menos. Nota mental: não emprestar as minhas coisas preferidas, nunca, jamais em tempo algum. Bem, dito isto, parece que Gilmore Girls vai finalmente regressar e vou poder apagar da minha memória o facto da última temporada da série ser a coisa mais esquizofrénica de sempre e ter quase arruinado a série inteira. Para quem não sabe, a criadora da série saiu na sexta temporada e depois todas as personagens começaram a fazer coisas estranhas e estúpidas. Mas agora vamos ter direito a quatro episódios de 1h30 no Netflix e estou a reconciliar-me com isso.

 

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How to Get Away With Murder, porque Viola Davis <3

Agora a sério, é uma série genial. Eventualmente ao fim do terceiro episódio vão parar de achar que já perceberam tudo, porque a verdade é que não sabem coisa nenhuma. Aquilo vai comer-vos a cabeça até ao fim dos tempos e isso não é muito comum. Eu vejo muitas séries e muitos filmes, além de já ter lido muitos livros, por isso tenho tendência para conseguir ler nas entrelinhas e perceber o que se está a passar antes de ser suposto. Eu sou a pessoa que percebeu o final do Fight Club a meio do filme e isso é chato, porque eu quero ser surpreendida até à última em vez de ficar com a sensação de que já sei tudo.

 

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iZombie. E eu detesto zombies, tentei ver o primeiro episódio de The Walking Dead e disse um grande até loooooogo. Mas isto é do criador de Veronica Mars, uma das minhas séries favoritas (nota-se uma certa temática de séries com humor inteligente e uma boa dose de sarcasmo), por isso resolvi dar-lhe uma hipótese após uma insistência em grende dose por parte do namorado. É tão boa, com referências inteligentes a séries e filmes, bom humor e um bom fio condutor, apesar de ser essencialmente uma daquelas séries com uma história por episódio.

 

Sítios no Porto

 

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As focaccias do Reitoria. Já conhecia o primeiro andar, onde servem a melhor carne que já encontrei no Porto, mas nunca me tinha aventurado no andar de baixo. Têm várias opções e das 3 focaccias que provei, não houve uma que não fosse deliciosa.

A Mundo Fantasma, livraria de BD mais famosa do Porto, onde vamos pelo menos uma vez por mês. Além da BD têm imensos coleccionáveis, incluindo POPs da Funko (tenho o novo do Dumbledore lá encomendado).

Papabubble, uma loja de rebuçados produzidos de forma artesanal (podem vê-los a confeccioná-los na loja) com sabores óptimos. O meu preferido é o de melancia, mas se quiserem experimentar vários sabores eles têm uns frascos com vários sabores que são uma óptima aposta para ficar a conhecê-los.

A francesinha do Brasão, o primo do Yuko mesmo ao lado dos Aliados. Continuam a não ser melhores que as do Bufete Fase, mas tem a vantagem de não ser necessário esperar 2h na fila e comer numa mesa apertada, o que faz com que prefira ir lá. 

Alternativas ao esfoliantes com partículas de plástico

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A Ana Araújo pediu e aqui estão as minhas sugestões. Para quem não sabe, os esfoliantes físicos com partículas de plástico foram banidos nos EUA por se ter provado que afectam a vida marinha (a degradação das partículas de plástico é tão lenta que acabavam por interferir nos ecossistemas marinhos). Assim, e como há quem esteja preocupado com esse aspecto dos produtos, vim sugerir alternativas a esses esfoliantes, de forma a que contribuam para a protecção dos ecossistemas no nosso planeta.

 

Para começar esta conversa sobre esfoliantes, há que referir que a ideia principal porr detrás do uso de um esfoliante é a remoção da camada de células mortas que existe à superfície da pele. Idealmente estas células sairiam por si próprias, mas devido a uma série de factores acabam por não conseguir e a pele acaba com um aspecto rugoso, com maior dificuldade na absorção de produtos e com maior propensão a acne. Portanto, sim, é importante esfoliar a pele, não só para maximizar a eficácia dos restantes produtos que utilizam, mas também para prevenir imensos problemas.

 

Dito isto, existem três tipos de esfoliantes: físicos, químicos e enzimáticos.

 

  • esfoliantes físicos actuam através da abrasão das células de forma mecânica, ou seja, usam partículas mais duras para remover as células mortas à face da pele. Este tipo de esfoliação tem a desvanatagem óbvia de poder provocar micro lesões, especialmente quando se utilizam partículas de forma irregular como caroços de fruta, casca de frutos secos e outros semelhantes. Foi nesse sentido que foram desenvolvidas as partículas de plástico, uma vez que apresentavam dimensões semelhantes entre si e uma forma regular, mas dado o risco para a vida marinha acabaram também por ser excluídas legalmente das fórmulas. Uma alternativa melhor dentro deste tipo de esfoliação passa pelas escovas de limpeza. Pessoalmente não sou fã das escovas mecânicas, uma vez que a abrasão que provocam é demasiado intensa e pode levar a outros problemas, mas as escovas manuais de cerdas suaves são uma boa hipótese (e dentro destas sugiro-vos a Beauty Tool da Youth Lab, com um PVP de 8€)

 

  • esfoliantes enzimáticos são por vezes considerados uma sub-classe dos esfoliantes químicos, mas contêm enzimas de fruta, nomeadamente a papaína e bromeleína (da papaia e ananás, respectivamente). Estas enzimas decompõem as substâncias que mantêm as células superficiais agregadas, sendo assim mais fácil as células separarem-se e ocorrer a esfoliação. Estes são geralmente os esfoliantes mais caros e menos comuns, mas a DVINE lançou um este ano que contém papaína e que vos sugiro aqui, o Grape Skin and Pips Facial Scrub (o produto deveria funcionar como esfoliante físico e enzimático, mas como não faço os movimentos circulares utilizo-o apenas como enzimático) - não vos consigo confirmar o preço neste momento, mas penso que é cerca de 40€.

 

  • esfoliantes químicos funcionam através de um método semelhante aos enzimáticos, mas recorrendo a ácidos em baixas concentrações (soa assustador, mas é tudo muito seguro e é o método que mais utilizo). O mais comum é o ácido glicólico, mas podem ser usados vários outros AHA ou ácido salicílico. As três opções que vos apresento são de ácido glicólico. Começo pelo Pixi Glow Tonic que é o que tenho usado mais frequentemente. Contém 5% de ácido glicólico, ginseng e aloé vera, custa cerca de 20€ mas só se consegue comprar em sites internacionais (o meu veio da Cult Beauty na Box #2 da Caroline Hirons). Depois, um mais simples de arranjar é o Doux Exfoliant da Clarins, facilmente encontrado em perfumarias por cerca de 25€. Infelizmente a Clarins tem uma política de não divulgar a percentagem de ácido glicólico, pelo que não vos consigo dizer a concentração. Por fim, a nível de farmácia encontramos a Keracnyl Lotion Purifyant da Ducray, cuja concentração de ácido glicólico também não é indicada, mas tem um preço bem mais simpático, cerca de 9,50€ e podem encomendá-lo directamente da Skin.

Investir ou comprar o mais barato?

 

Hoje em dia dou por mim a comprar cada vez menos e cada vez mais caro. E isso pôs-me a pensar: será que vale a pena investir em dermocosmética e maquilhagem? A resposta a que cheguei foi que depende de muita coisa, além da razão óbvia do orçamento disponível.

 

Numa fase inicial da minha vida comecei por comprar muita coisa e barata, o que para mim faz sentido. Numa fase em que eu própria não sabia aquilo de que gostava e o que me ficava bem, para mim sempre fez sentido tentar experimentar tudo (cores, texturas, tipos de produtos, modos de aplicação, tipos de embalagem, etc.). A melhor forma de experimentar tudo sem dar cabo do orçamento é ir para as marcas mais acessíveis. Contudo, 12 anos depois de ter começado a ligar alguma coisa a cuidados de pele e maquilhagem, já tive tempo para testar muita coisa. Começou a ser a hora de investir em qualidade em vez de quantidade. Mas isso implica que é necessário fazer escolhas, porque passo a pagar por um produto o mesmo que pagaria por 4 ou 5 mais baratos. E portanto aqui ficam algumas perguntas que faço a mim própria sempre que estou a pensar se hei-de investir o dinheiro.

 

Sei que me vou dar bem com ele?

Se já pude testar o produto é meio caminho andado para comprar. Custa-me sempre muito investir num produto sem nunca antes o ter testado no rosto, especialmente quando são produtos muito caros. Seja através de amostras ou de demonstrações (mini faciais, sessão de maquilhagem) prefiro sempre experimentar primeiro.

 

Quão frequentemente vou usar o produto?

Se é para investir, é para usar com frequência. Portanto há que considerar sempre esse factor, porque mesmo que seja a melhor coisa de sempre mas sabem que não lhe vão dar uso (seja porque já sabem que são preguiçosas, porque não se costumam dar bem com esse tipo de produto ou porque requer mais tempo do que estão dispostas a dar), talvez não valha muito a pena dar aquele dinheiro todo por ele.

 

Estou a pagar pela fórmula/tecnologia ou pela marca?

Se for um produto realmente inovador não costumo ter problemas em pagar um pouco mais para pagar pela ideia original. Mas há que considerar sempre se estamos a pagar por um sérum Chanel o correspondente aos ingredientes e tecnologia utilizados ou só estamos a pagar para ter um produto Chanel em cima da cómoda. Vejam se existem equivalentes muito mais baratos, que utilizem fórmulas e tecnologias semelhantes e não vos tirem demasiado dinheiro.

 

Sei de algum sítio que costume ter promoções/campanhas com esta marca? Posso esperar?

Há lojas que sabemos que têm promoções em determinadas alturas do ano ou com relativa frequência. Se não tivermos pressa de arranjar o produto, é sempre uma hipótese esperar pela promoção que sabemos que vai acontecer mais cedo ou mais tarde.

 

Quero muito este produto independentemente de tudo o resto?

Podem ter chegado à conclusão de que não precisam do produto, de que se calhar há alternativas mais baratas e que se calhar estão a pagar mais pela marca ou imagem do que propriamente pelo produto em si. E ainda assim querem-no na mesma e conseguem pagá-lo. Comprem-no. A vida é vossa, o dinheiro também, façam o que vos apetecer com ele.

Review: eyeliner líquido Luxe da Avon

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Tipo de produto: eyeliner líquido
Cor: preto
Acabamento: brilhante
Pigmentação: elevada
Durabilidade: alta

Embalagem: eyeliner líquido clássico, com aplicador em esponja
Quantidade: 4 g

Preço: 15€
Onde comprar: revendedora Avon

 

As minhas primeiras tentativas com eyeliner líquido há uns anos atrás resultaram naquilo que se esperava: eu a virar panda. Desde aí que deixei os eyeliners líquidos mais de lado e tenho sido fiel ao eyeliner em gel ou em lápis. Mas uma pessoa é teimosa e, quando recebi e-mail acerca deste eyeliner como sugestão da Avon para a passagem de ano, resolvi pedir à responsável pela comunicação da marca que mo enviasse. Afinal de contas, sentia-me preparada para dar mais uma hipótese ao eyeliner líquido e porque não começar por aquela que me parecia ser uma boa sugestão a um preço acessível? Mas a verdade é que dada a minha pouca experiência com eyeliner líquidos, fazer uma review deste não ia ser mais fácil. Portanto chamei as tropas na pessoa da minha amiga Catarina, que usa eyeliner líquido há anos e consegue fazer um delineado que é a inveja de toda a gente, e pu-la a experimentar e a dar a sua opinião. Veredicto? Uma óptima relação qualidade/preço.

 

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Vamos então às características do produto. Para começar, o aplicador é muito prático. O facto de ser em esponja faz com que mantenha facilmente a sua forma e com que seja mais fácil fazer um contorno direito. O sítio para agarrar é bastante amplo, garantindo a estabilidade ao aplicar. Em relação ao produto em si, a primeira coisa que me agradou foi a cor: um preto realmente preto (eyeliners cinzentos-a-fugir-para-o-preto são imediatamente descartados comigo) e com acabamento ligeiramente brilhante. O produto é bastante líquido e não arrasta facilmente, ou seja, não corremos o risco de andar a fazer estradas brancas a meio do eyeliner quando tentamos retocar. A única coisa que tenho a apontar é o facto de não aguentar quando mexemos nos olhos (esfregar os olhos significa que vamos esborratar/remover parte do eyeliner).

 

Essencialmente aquilo que tenho a dizer é que este eyeliner restaurou a minha fé nas minhas capacidades de utilizar eyeliners líquidos. É prático de usar, é realmente preto e tem uma boa duração. É tudo aquilo de que precisava para voltar a querer testar eyeliners líquidos sem medo de parecer um pequeno panda.

 

*este produto foi oferecido pela Avon para review, sem compromisso

 

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