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The Skin Game

Blogue português escrito por uma profissional de farmácia e dedicado à dermocosmética.

Notas soltas: vamos a meio da gravidez

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Para quem não me segue nas redes sociais isto é capaz de soar estranho, mas sim, estou grávida de uma menina e chegámos hoje a meio do caminho, 20 semanas (que se traduzem mais ou menos em quatro meses e meio). Sim, eu tenho plena noção de que me casei em maio, obrigada por relembrarem, mas vocês poderiam queixar-se do plano se tivesse havido um (que não houve). A pequena foi um feliz acidente que aconteceu menos de um mês depois de casarmos e que nos virou a vida de pernas para o ar. 

Sim, este vai ser um post sobre gravidez, por isso quem não se interessar sobre o assunto, pode fechar e passar à frente, ficamos amigos na mesma. Mas a verdade é que durante os primeiros tempos em que pouca gente sabia da gravidez, ler posts e ver vídeos de outras pessoas sobre o tema fez-me sentir que não estava sozinha no mundo. Curiosamente, apesar de a partir do momento em que estás grávida estás sempre acompanhada de uma mini pessoa, há alturas que são mesmo muito solitárias.

 

Querer ou não querer filhos

Eu não tinha decidido ainda se queria ter filhos e era um tema que falava com muitas pessoas, porque era mesmo algo para o qual não conseguia encontrar uma resposta que me deixasse confortável. Contudo, sabia uma coisa: que se acontecesse, eu não quereria abortar. E essencialmente foi assim que o universo tomou a decisão por mim. Nunca fui alguém que sente que precisaria de filhos para sentir que teria uma vida completa, mas ao mesmo tempo sempre adorei crianças e a ideia de ter uma família maior com o Nelson. Também sempre consegui ver as vantagens e as desvantagens em ambas as situações e por isso não ficava fácil encontrar uma resposta à pergunta do "quero ou não ter filhos?".

 

Teste positivo

Querem saber a parte mais ridícula? O que me fez achar que estava grávida foi o facto da minha testa, que na TPM habitualmente ficava toda rebentada com pequenas borbulhas, estar lisinha como nunca antes visto. Isso aliado a alguns dias de atraso fez-me ir comprar um teste de gravidez, porque pensei "ok, fodeu" (perdoem o vernáculo, mas estou a ser honesta aqui, relembro que não havia qualquer plano para isto acontecer). Não fui à minha farmácia habitual porque foi onde estagiei e conheço a equipa toda, mas claro que tinha de chegar à outra farmácia e descobrir que conhecia toda a gente que estava ao balcão. Lá passou um outro rapaz de bata por mim para ir também atender, chamou a minha senha e lá fui eu toda contente a pensar que até me tinha safado, até olhar para ele e perceber que era o meu ex-colega de casa da altura do curso. Pode-se dizer que a conversa foi interessante... Chegados a casa, o teste deu positivo passados 5 segundos e ficou o assunto arrumado.

 

O primeiro trimestre

Apenas algum contexto sobre a minha situação: tenho uma doença auto-imune diagnosticada e outra hipotética, e portanto a minha ginecologista (e agora obstetra) já me tinha alertado que quando decidíssemos ter filhos teria de ter em atenção que a probabilidade de sofrer um aborto espontâneo seria mais elevada do que o habitual. Portanto esta situação foi algo que se manteve (e mantém) sempre presente lá no fundinho da mente, apesar de estar a fazer medicação preventiva desde que a gravidez foi confirmada. E é aqui que começa a chatice da gravidez - como é que uma pessoa equilibra o entusiasmo com a ideia sempre presente de que não podes estar muito entusiasmada porque a coisa pode correr mal?

A minha ideia original era fingir que nada estava a acontecer até às 12 semanas, mas depois de falar com um psiquiatra sobre o assunto ele desaconselhou-me fortemente essa minha ideia original, porque se corresse bem teríamos perdido três meses inteiros de gravidez. E foi assim que decidimos que esta gravidez faria parte da nossa história, quer corresse bem ou mal, e acabámos por contar a quase toda a gente antes das 12 semanas.

O primeiro trimestre para mim foi um bocado chato por causa do sono. Gente, eu parecia um panda exausto. Chegava às 21h completamente a cair de sono (para referência a minha hora habitual de ir para a cama é à 1h da manhã) e ficava completamente incapaz de interagir com pessoas. Felizmente os enjoos foram muito suaves - estava ligeiramente nauseada durante o dia todo, mas nunca me impediu de comer nada. Às 10 semanas as náuseas desapareceram por completo, sem nunca ter precisado de recorrer à medicação. Outra coisa engraçada é isto - a razão pela qual eu optei sempre por não tomar medicação, além do facto de as náuseas estarem bastante suaves, é que no primeiro trimestre uma pessoa tem tão pouco para se agarrar que as náuseas acabavam por ser uma garantia de que a bebé continuava ali e a desenvolver-se. Não admira que as grávidas fiquem todas meias tolas do juízo, gente, isto é tudo demasiado complicado.

Falando de tolas do juízo, falemos de mood swings. O Nelson jura a pés juntos que não foram nada péssimos (já referi que o meu marido é uma pessoa inteligente?), mas houve dias em que eu me senti como se estivesse na TPM, em que respondia mais torto do que a situação requeria e só não dava asneira porque ele tinha paciência. Além disso fiquei carente num nível quase idiota, coisa que ainda se mantém por agora. Mas hey, querer mimo extra não me parece a pior coisa do mundo.

E vamos conversar sobre uma coisa que não devia interessar para nada, mas que muitas grávidas saberão do que estou a falar: a fome monstruosa que, mesmo tentando controlar, se traduz em excesso de peso logo no início (para quem não tem o azar de estar sempre enjoada que nem uma posta de pescada e portanto não consegue comer). Vamos ser honestas, todas vimos para aqui a saber que isto vai inchar por todos os lados, mas o impacto psicológico de estares com tanta fome que até de dói o estômago, tentares controlar e depois engordares na mesma é um valente filho da mãe. Não estou a falar de ficar com a barriga de grávida, porque isso não acontece no primeiro trimestre, estou a falar de pneus mesmo. Eu engordei 4kg logo nas primeiras oito semanas de gravidez e isso notava-se bem. Entretanto a fome descontrolada foi passando, meti-me a fazer ginásio de forma regular com um plano adaptado (e com autorização da obstetra) e consegui reduzir meio kg no mês seguinte, bem como transformar algum peso daquela massa gorda em massa magra. Mas gente, o pneu é real e é uma valente bosta, portanto se vos aconteceu o mesmo, estou aqui para vos dizer que não estão sozinhas e que podem recuperar o controlo mesmo dentro da gravidez, desde que o façam com juízo e acompanhamento.

 

O segundo trimestre

Ainda só vou num mês disto, mas definitivamente o segundo trimestre é muito mais fácil, que foi algo que não esperava. Presumi sempre que a coisa ia piorando até a criança estar cá fora, e depois aí descambava de vez. Mas não, a natureza achou que as grávidas mereciam ali um mini descanso, e portanto o segundo trimestre é super tranquilo para a maioria das pessoas.

Esta coisa de sentir a bebé cá dentro (agora até o pai já consegue sentir) tem imensa piada e é um verdadeiro descanso para a alma de quem sabe que isto pode dar asneira a qualquer momento. Nós descobrimos que íamos ter uma menina muito cedo, às 12 semanas com confirmação oficial às 14, e portanto foi giro todo o processo de decidir o nome e agora falarmos nela usando um nome concreto.

O segundo trimestre foi também o fim do mundo com a procura de casa, porque vivemos actualmente num T1 arrendado e precisávamos de mudar - optámos por explorar a compra de uma casa e foi isso que decidimos fazer. Contudo, tivemos uma série de chatices com o processo, incluindo uma avaliação baixíssima da casa por parte do banco, que resultou em pedidos de reclamação que felizmente foram tidos como razoáveis e o valor subiu mesmo muito, permitindo-nos comprar a casa e não perder o sinal que tínhamos dado. Experimentem passar por uma cenas destas juntamente com hormonas de gravidez - decididamente não recomendo, houve dias absolutamente horrorosos.

 

Toxoplasmose

Aquilo que me chateou mais na gravidez e ainda chateia é o facto de eu não ser imune à toxoplasmose. Vocês sabem que eu gosto de comer, pessoas. Raramente consigo pedir comida num local público sem ter de fazer mil perguntas primeiro e pedir para tirarem um ou dois ingredientes ao prato. Aliás, farto-me de contar que tive uma formação com brunch na Champs Baixa Bistrô e aquilo que eu fiz foi comer melão e pão com queijo flamengo, enquanto as minhas colegas rebolavam em comida boa e saladas maravilhosas. A miúda vai ter de me compensar bem por 9 meses sem queijo da serra, bifes mal passados, francesinhas, ovos mal cozinhados e saladas no geral (passar um verão inteiro sem poder comer uma salada césar ou tosta de abacate com ovo estrelado matou-me).

 

E pronto, chegamos ao fim deste testamento acompanhados de pontapés da miúda, que resolveu que já eram horas de acordar. Tenho uma mala cheia de cuidados de pele para bebé de que eventualmente falarei, provavelmente só depois das mudanças, mas não se preocupem porque isto vai continuar a ser um espaço para falar de e para adultos, apesar de passar a incluir mais alguma conversa sobre bebés e crianças.

Review: Skinceuticals Hydrating B5 Mask

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Tipo de produto: máscara

Função: hidratante

Ingredientes principais: ácido hialurónico

Quando usar: 1x/semana

Textura: gel

Aroma: não existente

Embalagem: tubo de plástico

Quantidade: 75ml

Preço: 65€

Onde comprar: farmácias

 

Sabem aquela máscara carérrima com que sonharam durante anos e que depois subitamente vos cai no colo? Bem, quando eu não tinha dinheiro disponível para de vez em quando cometer umas loucuras e comprar umas coisas demasiado caras, eu sonhava com o dia em que ia comprar esta máscara. Não me perguntem porque me fixei nesta, talvez pelo facto de ser uma máscara hidratante que era em gel em vez de um creme super espesso e portanto seria ideal para a minha pele oleosa. Eventualmente no fim do ano passado recebi-a numa formação da marca e só me faltou dançar de felicidade.

Bem, eu agora danço de felicidade principalmente por nunca ter comprado esta máscara. Vocês sabem que não é frequente fazer reviews de produtos de que não gosto e geralmente tenho de achar que é um problema de formulação propriamente dito do que não resultar em mim para o fazer. Bem, é o que se passa com esta. Não gosto dela, não acho que esteja formulada ao nível da Skinceuticals, que geralmente é uma das marcas que aponto como sendo cara mas na qual compensa pagar cada cêntimo do produto.

Vamos aos problemas propriamente ditos. O primeiro passa pelo facto de eu não sentir que esta máscara realmente hidrate a pele, o que é um problema considerando que ela é uma máscara hidratante. Sinto praticamente zero diferença depois de a colocar e mais depressa sinto que um bom sérum fez o seu trabalho do que esta máscara.

O segundo problema está no facto da formulação em gel criar uma película de produto no rosto que não só é difícil de tirar, como torna impossível dormir com a máscara no rosto, algo que geralmente é recomendado em máscaras hidratantes.

O terceiro problema está no facto de, em muita gente, esta máscara provocar uma sensação de aquecimento ou até queimadura no rosto, coisa que não é muito simpática. Felizmente a minha pele já não é sensível como era, mas o meu marido, por exemplo, não a consegue usar sem aplicar o Phyto Corrective antes (dica da especialista da Skinceuticals numa das formações, que realmente resulta).

Infelizmente não tenho coisas boas para dizer. Adorava ter, adorava usar a máscara cara dos meus sonhos agora que a tenho, mas vou mesmo desistir dela, porque sem resultados para apontar e tendo dificuldade em tirá-la do rosto, não vejo vantagens em gastar tempo a utilizar este produto.

(a propósito, a Skinceuticals já trazia para Portugal era a Phyto Corrective Mask, essa eu juro que corria para ela)

*produto recebido numa formação

Review: Oh K! Bubble Sheet Mask

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Tipo de produto: máscara de tecido

Função: esfoliante

Ingredientes principais: extracto de salgueiro e de canela

Quando usar: 1 vez por semana

Embalagem: unidose, com máscara de tecido preta

Quantidade: 1

Preço: 8€

Onde comprar: Primor, Beauty by Noor

 

Esta é mais uma review que devia estar escrita há muito tempo. Foi uma das máscaras que escolhi para fazer antes da sessão de solteiros e antes do casamento, porque honestamente gosto do efeito dela na pele e divirto-me a ver as bolhas porque tenho 5 anos. A ideia desta máscara, para quem não conhece, é que após a aplicação a máscara começa a produzir espuma e ajuda a fazer uma esfoliação química enquanto actua. Geralmente uso-a quando tenho tempo de fazer duas máscaras seguidas, seguindo com uma máscara hidratante.

 

No espaço de 10 minutos, além de ficar a parecer o pai Natal, a pele fica super suave ao toque, sem qualquer vermelhidão associada e sinto que os efeitos das máscaras seguintes são potenciados (já experimentei usar as outras máscaras por si só e decididamente há diferença).

 

Agora, sejamos honestos. Uma máscara de tecido é algo que realmente compense? Não. Especialmente se uma pessoa já tiver uma rotina aperfeiçoada, porque aí todas as necessidades estão cobertas pela própria rotina. Por outro lado, para eventos ocasionais ou simplesmente para aquele dia em que uma pessoa está a precisar de sentir que está a cuidar de si própria, não há nada mais perfeito do que uma máscara de tecido. Para mim é algo a ter sempre na gaveta para assegurar que está lá em caso de necessidade, mas que definitivamente não uso como parte de uma rotina.

Review: Ducray Hidrosis Control Roll-On

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Tipo de produto: antitranspirante

Função: reduz transpiração e odor

Ingredientes principais: sesquiclorohidrato de alumínio

Quando usar: manhã

Textura: loção quase líquida

Aroma: neutro

Embalagem: embalagem de plástico com roll-on

Quantidade: 40ml

Preço: 13€

Onde comprar: farmácias

 

Quanto eu escrevi o post sobre a minha opinião relativamente a marcas, a Pierre Fabre contactou-me com o intuito de me enviar alguns produtos, pois achavam mesmo que eu estava enganada relativamente a duas das marcas deles, a Avène e a Ducray. Aceitei, porque se há coisa que me entusiasma é gente que confia tanto nos produtos que acha que eles são a melhor maneira de se provarem a si próprios (para quê jurar a pés juntos que o produto é bom se se acha que o produto vale por si próprio?).

 

Um dos produtos que ficou imediatamente debaixo de olhos foi este Hidrosis Control, que tinha acabado de ser lançado (eu e a minha tendência natural para produtos glamorosos como antitranspirantes...), mas como recebi a caixa pouco antes de casar, só há sensivelmente um mês é que consegui começar a pegar nos produtos decentemente e a testá-los. Este foi imediatamente para o meu saco de ginásio porque estava mesmo a precisar de um substituto para o desodorizante que lá tinha, portanto pode-se dizer que foi arduamente testado nas piores condições.

 

Gente, ele portou-se tão bem. E como eu sei que antitranspirantes é coisa que os meus leitores nunca se cansam de procurar (o feedback que tive sempre que falei deste tema é prova-viva disso), cá fica a review porque realmente é um produto que vale a pena. Não substituiu o meu habitual, que é o Roc Keops, mas ganhou lugar permanente no meu saco de ginásio. Isto porquê? Porque acho que na verdade ele até controla melhor a transpiração e o odor que o Roc, mas a fórmula não é transparente e não quero que acumule na minha roupa do dia a dia. Não que até agora isso pareça ser um problema, mas é um risco que não quero correr. Não me provocou nenhuma alergia ou desconforto, não me aumentou a tendência para pêlos encravados na axila e controla mesmo bem a transpiração. Como praticamente não tem odor, é óptimo porque detesto antitranspirantes com odores fortes. Sinceramente é mesmo um dos melhores antitranspirantes que conheço, e se sofrem do mesmo mal que eu, vale a pena dar uma vista de olhos.

 

*produto enviado pela marca