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The Skin Game

Blogue português escrito por uma profissional de farmácia e dedicado à dermocosmética.

Protecção solar em bebés

Saber por onde começar neste post não é fácil. Este tema foi-me sugerido por uma seguidora no IG porque parece não haver consenso entre pediatras no que toca a protecção solar no primeiro ano de vida. E o problema maior é que eu fartei-me de procurar artigos que me sustentassem uma opinião perfeitamente fundamentada, mas eles não existem - daí as várias opiniões de médicos. Vamos por partes.
 
Medidas de protecção solar em bebés
 
O consenso generalizado é que durante os primeiros 6 meses o bebé não deve ser exposto a luz solar directa. Se formos para as recomendações australianas, este número duplica e passa a 12 meses. A isto alia-se uma série de recomendações adicionais de protecção:
- não sair com o bebé durante as horas de maior calor;
- proteger sempre o bebé com roupa fresca que cubra a maior área possível de pele;
- colocar chapéu de abas largas e óculos de sol ao bebé;
- programar as actividades fora de casa para horas de menor calor;
- usar sempre coberturas em deslocações no carrinho, mas que não cubra completamente o ovo de forma a não gerar efeito de estufa;
- evitar áreas com muita reflexão de luz solar (areia, piscina, mar).
 
Ora, isto é tudo muito giro e bonito, mas nem sempre dá para cumprir. Claro que como pais temos de tentar ao máximo evitar a exposição solar e se calhar temos de assumir que no primeiro ano de vida não há férias na praia ou piscina e acabou, mas a vida também acontece das 11h às 16h e por vezes não dá para evitar sair a essas horas com o bebé.
 
Protectores solares em bebés
 
Para quem não sabe, existem protectores solares minerais e orgânicos. Para saberem mais sobre o assunto, PF leiam este post.
 
No geral a recomendação é que antes dos 6 meses não se use protector solar por causa da capacidade de absorção da pele do bebé e que a partir daí e até aos dois anos seja aplicada protecção solar mineral.
 
Corri vários consensos à procura de citações de artigos que suportassem a utilização de um ou outro tipo de protecção, mas não existem. Pelo que consigo perceber, a sugestão de utilização de protecção exclusivamente mineral passa mais por um hábito e conhecimento geral do que propriamente por investigação devidamente feita. Aquilo que consigo perceber é que as recomendações ainda se prendem muito à questão das alergias a protectores orgânicos, coisa que hoje em dia na Europa já está desactualizada porque a protecção solar avançou muito nas duas últimas décadas. Por outro lado, também não vos consigo garantir a 100% que faz sentido usar um protector que combine ambos porque não encontro estudos nesse sentido. Sei que a La Roche-Posay tem o único protector para bebé que não é exclusivamente mineral do mercado e eles fazem uma campanha gigante a promover os benefícios da protecção combinada (incluindo com vídeos de dermatologistas que recomendam que sejam usados ingredientes minerais e orgânicos). Contudo procurei por estudos com os ingredientes de protecção solar mais comuns e recentes e não encontrei nada relativo a bebés. As únicas diretrizes que encontro vão no sentido de evitar octocrileno, retinyl palmitate e avobenzona, enqua to referem que os ingredientes mais recentes não terão o mesmo problema de absorção que estes ingredientes, mas também não confirmam que poderão ser usados.
 
Quanto às idade em que se começa a usar protector, também sei que há divergências. A verdade é que apesar de não estarem recomendados antes dos seis meses de forma a não irem contra as guidelines, a maioria dos protectores é testada a partir dos 3 meses. Isto significa que em situações especiais e sob orientação do médico, o protector pode ser aplicado antes dos 6 meses. Tanto quanto percebi não existe razão para atrasar o uso da protecção solar até aos 12 meses como sei que alguns médicos aconselham.
 
Recomendação de protectores
 
Basicamente é optar por um que diga que pode ser usado a partir dos 6 meses, que é resistente à água e com SPF50. As sugestões são quase todas minerais, excepto o da LRP.

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Notas soltas: O que comprar e como preparar biberões de leite adaptado

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Eu bem sei que este post está fora do que escrevo habitualmente, daí estar nas notas soltas, mas eu gostava de ter tido um post destes para ler quando cheguei a casa no primeiro dia e a minha filha tinha acabado de recusar a mama. Basicamente ela recusou a mama no terceiro dia de vida e se a consegui amamentar duas vezes depois disso foi muito. Isto significa que o Nelson teve de sair porta fora e ir comprar uma série de coisas que não estávamos à espera de precisar, e muito menos logo no primeiro dia em casa. Como não contávamos que a amamentação desse errado, não tínhamos lido nada sobre nada e estávamos desorientados em relação ao que precisávamos ou não. Portanto este post é para quem precisa de orientação com o que fazer quando é preciso dar leite adaptado (poupem-me o sermão de que o leite materno é melhor, todos sabemos que sim e não estou a promover a substituição por leite adaptado, mas sim a tentar ajudar quem precisar de o usar). O ideal é escolherem uma marca e usarem tudo dessa, porque eles garantem que os tamanhos são todos compatíveis e não tem de haver ginásticas. Por confiarmos na marca, tudo o que usamos é da Avent, mas outra marca espectacular é a Dr. Brown's.
 
Lista de compras para leite adaptado
 
- 8 biberões de tamanho grande, pois os pequenos só aguentam 120ml e deixam de ser usados muito cedo. No nosso caso optámos pelos de vidro da Avent Natura, mas se calhar se soubesse que a amamentação ia mesmo ao ar teria comprado os anti-cólicas e não estes. Por outro lado ela pegou bem nestes, que teoricamente são mais fisiológicos.
- tetinas adequadas à idade, porque geralmente os biberões vêm com tetinas 2 (que se introduzem aos 2 meses).
- 1 esterilizador. Não é obrigatório esterilizar mas optámos por fazê-lo porque na maior parte das vezes não lavamos o biberão logo a seguir a dar. No nosso caso fomos para o eléctrico da Avent porque assim só precisamos de esterilizar uma vez por dia (apesar de dizer que cabem seis biberões, cabem sete).
- água destilada, caso usem o esterilizador eléctrico, para garantir que não se acumulam depósitos na placa de aquecimento.
- escovilhão de biberões, porque é impossível lavar biberões adequadamente sem ele.
- doseador de leite, porque quando saímos não queremos ter de levar a lata de leite atrás. O da Avent permite preparar três doses e nunca precisámos de mais do que isso. Contudo, é opcional, e podem decidir levar a lata de leite convosco.
- aquecedor de biberões de viagem com termo, que usamos mesmo em casa porque os eléctricos demoram mais e não têm boa regulação. O nosso é da Avent.
- água adequada a bebés, como a Vimeiro Original ou Luso. Se comprarem água engarrafada não precisam de a ferver, mas podem usar água da torneira fervida e arrefecida (mas sinceramente não há tempo livre para isso).
- leite adaptado, de acordo com a recomendação do médico que acompanha o bebé. Nunca comprem mais de uma embalagem no início porque o bebé pode não se adaptar ao leite.
- escorredor de biberões, que pode parecer um luxo, mas tem dado imenso jeito, porque pôr oito biberões a escorrer junto com a louça é caos garantido e louça partida.
- fervedor de água para pelo menos 1L de água.
 
O processo
 
Este é o processo cá em casa e serve apenas como exemplo. Se têm outros processos, PF deixem na caixa de comentários. A ideia aqui é tentar ajudar e por isso todos os métodos são bem vindos, porque cada família vai dar-se melhor com certos procedimentos.
 
Coisas necessárias:
1. Biberões lavados, esterilizados e prontos a usar no escorredor
2. Termo cheio com água da torneira fervente para usar em banho-maria
3. Leite adaptado
4. Água para bebé
 
O procedimento:
1. Enchemos o biberão com a quantidade de água necessária para preparar a dose, deitando directamente da garrafa para o biberão, e tapamos com a tetina. 
2. Despejamos cerca de 2cm de altura de água a ferver no copo do aquecedor de biberões e colocamos lá o biberão.
3. Esperamos cerca de 2-3min que o biberão aqueça, retiramos e agitamos o biberão para homogeneizar a água lá dentro.
4. Colocamos a quantidade adequada de leite em pó (usando a patilha lateral da lata de leite para razar o doseador).
5. Agitamos bem com movimentos circulares durante pelo menos 20 segundos, de modo a dissolver todos os grumos que se possam ter formado.
6. Se notarmos que está quente, colocamos o biberão uns segundos em água fria corrente.
7. Damos à bebé, tendo o cuidado de garantir que a tetina está apenas com leite e sem ar (geralmente implica inclinar mais o biberão) e que ela tem os lábios para fora, tal como na amamentação. Pode ser preciso parar a meio para arrotar.
 
Notas:
- nós temos dois termos com água e cada um deles aguenta meio litro. Assim evitamos ter de estar sempre a aquecer água.
- como usamos sete biberões por dia, o esterilizador é usado uma vez por dia, sempre à mesma hora (basta tirar o cesto e cabem sete biberões em vez de seis).
- quando saímos de casa preparamos sempre mais uma dose do que aquilo que achamos que vamos precisar, porque assim se tivermos um atraso inesperado não há problema.
- no meu caso ponho o leite a aquecer e vou trocar a fralda, acabando a preparação depois de ter trocado. No caso do meu marido, ele prefere preparar o biberão na totalidade, trocar a fralda e depois dar.
- os biberões podem ser lavados à mão ou na máquina de lavar. No nosso caso lavamos à mão com o detergente da louça normal.

Review: Eucerin UreaRepair 5% Creme de mãos

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Tipo de produto: creme de mãos

Função: hidratar e reparar

Ingredientes principais: 5% ureia, ceramida-3, NMF

Quando usar: quando necessário

Textura: creme

Embalagem: plástico com tampa

Quantidade: 75ml

Preço: 9€

Onde comprar: farmácias, Skin

 
Se há coisa que continuamente me disseram e eu ignorei foi que uma coisa completamente imprescindível no pós parto era um creme de mãos incrível. Para mim cremes de mãos são maioritariamente uma obrigação exercida apenas em casos drásticos. A questão é que ter um bebé é um desses casos drásticos, mas que neste momento dura continuamente há três meses. Especialmente no nosso caso, que estamos com leite adaptado desde o terceiro dia de vida dela, o nosso dia implica lavar biberões e retinas continuamente, além da habitual louça que tende a ser mais do que o costume porque passo o dia em casa. Isto resultou em mãos completamente secas que estavam à beira de ficar com gretas.
 
Para minha sorte, a Eucerin teve o bom senso de pensar nisto por mim, e ofereceram-me um cabaz quando estava grávida que incluía este creme de mãos. Caso contrário, teria sido obrigada a ir comprar um em SOS no dia em que me apercebi que o meu polegar me doía porque a pele estava tão fragilizada que estava a pouco de gretar. 
 
A parte boa (óptima, maravilhosa) deste creme é que basta uma aplicação diária para a pele recuperar totalmente. A ponto de eu me desleixar, parar de usar e daí a quinze dias notar de novo que a pele está a ficar de novo uma tragédia. Em cerca de dois dias (duas utilizações, portanto) a diferença é completamente notória e o nível de conforto também. Este creme tem uma óptima relação qualidade/preço e é muito fácil de arranjar.
 
A parte má e que eu odeio com uma intensidade drástica é a textura do creme. A primeira vez que o usei fiquei com a sensação de que as minhas mãos pareciam Tupperware engordurados - é uma descrição esquisita, mas juro que é a coisa mais parecida. A única razão pela qual continuei a usar, é mesmo pela eficácia, porque se não tivesse notado resultados logo na manhã seguinte, de certeza que não voltava a usar.
 
Contudo, considerando que basta uma utilização por dia e dada a eficácia deste creme, para mim a solução foi fácil: aplico imediatamente antes de ir dormir e não mexo em nada depois disso. E assim garanto os resultados sem me irritar com a textura do creme.
 
Para mais que precisam mesmo daquele cuidado extra, este é sem dúvida um dos que recomendo sem qualquer hesitação.
 
*produto fornecido pela marca

Review: Kiehl's Hydro-Plumping Re-Texturizing Serum Concentrate

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Tipo de produto: sérum

Função: hidratar, reduzir rugas de desidratação

Ingredientes principais: glicerina

Quando usar: manhã e noite, após a limpeza ou tónico

Textura: aquosa

Embalagem: plástico reciclável com pump

Quantidade: 50ml

Preço: 52€

Onde comprar: lojas ou loja online

 

Sérums hidratantes são aquele produto que praticamente toda a gente deveria usar.desde as peles mais oleosas às mais secas, o normal é que todas as peles tenham falta de água. Daí às rugas, descamação e ausência de conforto, é um saltinho.
 
Quando professei o meu amor por sérums hidratantes muita gente correu a dizer-me que não havia nada como o sérum hidratante da Kiehl's, portanto fiquei muito curiosa com ele.
 
Como a grande maioria dos sérums da Kiehl's, este sérum contém dimeticone, o que confere à pele um toque aveludado e é perfeito para quem quer usar maquilhagem a seguir. A quantidade de silicone não é drástica e não dá efeito de máscara, apenas confere um acabamento mais avekudado. Pessoalmente não sou super fã deste acabamento, mas sei que sou a excepção à regra. A verdade é que dá imenso jeito quando não há tempo para aplicar uma dezena de produtos (já experimentaram ter uma filha de três meses?) e portanto acabo por usá-lo de manhã.
 
A textura é divinal e perfeita mesmo para as peles mais oleosas, porque no momento em que contacta com a pele este sérum transforma-se quase em água e é instantaneamente absorvido. As melhorias na hidratação notam-se quer a curto, quer a longo prazo, o que ajuda a diminuir as rugas por desidratação.
 
Conclusão, subiu para um dos meus sérums hidratantes preferidos, tal como muita gente me tinha garantido que iria acontecer.
 
*produto fornecido pela marca