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The Skin Game

Blogue português escrito por uma profissional de farmácia e dedicado à dermocosmética.

Produtos para poros dilatados

Já perdi a conta ao número de vezes que este post me foi pedido, e a razão pela qual demorou tanto tempo é simples: não há muito que se possa fazer em relação a poros dilatados.. Contudo, considerando que há algumas coisas que talvez possam produzir algum efeito nalgumas pessoas, decidi que era desta que escrevia o post. Mas, primeiro, vamos a um bocadinho de matéria teórica para perceberem alguns conceitos essenciais.

 

Poros dilatados - porque aparecem

Os poros são as aberturas para o exterior das glândulas sudoríparas ou sebáceas ou os orifícios dos folículos pilosos. Ao contrário do que dita o senso comum, os poros não abrem nem fecham, apenas podem ficar mais ou menos dilatados. Existem três razões diferentes pelas quais os poros ficam dilatados:

  1. excesso de secreção sebácea, geralmente associada a uma alteração da composição do sebo (maior secreção de ácidos oleico e palmítico) - principalmente na zona do nariz
  2. perda de colagénio e elastina na derme subsequente ao envelhecimento, com alteração da forma do poro de cónica para elíptica - principalmente nas bochechas
  3. queratinização acelerada, com acumulação de células nucleadas à volta dos poros, subsequente a inflamação ou alteração da composição do sebo.

 

Como reduzir a dilatação dos poros

Dadas as condições que levam à dilatação dos poros, o ideal num produto que pretende reduzir a visibilidade dos poros é que reduza ou adsorva o sebo, que melhore a qualidade do sebo e que estimule a matriz dérmica a produzir colagénio e elastina. Apesar de não haver consenso, aguns dos ingredientes que parecem funcionar são o ácido salicílico, niacinamida, retinol e esqualano (não confundir com esqualeno, que é comedogénico). O bakuchiol também parece ter efeitos na redução da visibilidade dos poros.

 

Produtos recomendados - pele jovem e resistente

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Sesderma Acnises Young Gel Cream

Martiderm Acniover Cremigel Activo [comprar]

NeoStrata Salizinc [comprar]

Lierac Sébologie Lotion [comprar]

Caudalie Vinopure Lotion [comprar]

Sesderma Salises Moisturizing Gel [comprar]

Filorga Oxygen-Peel [comprar]

Paula's Choice Clear Anti Redness Exfoliating solution Extra Strength

The Ordinary Salicylic Acid 2%

 

Produtos recomendados - pele madura

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Sesderma Sesretinal Facial Gel Cream 

Sesderma Retises 0.25% Gel [comprar]

Paula's Choice 1% Retinol Booster

Indeed Labs Retinol Reface

Sesderma AcGlicolic S [comprar]

NeoStrata Gel Forte Salicílico [comprar]

Paula's Choice Resist Daily Pore Refinement Treatment 2% BHA

The Ordinary Granactive Retinoid in Squalane

 

Produtos recomendados - pele sensível

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SVR Sebiaclear Active [comprar]

Paula's Choice 10% Niacinamide Booster

SVR Sebiaclear Serum [comprar]

Indeed Labs Squalane Facial Oil

Martiderm Acniover Serum [comprar]

The Ordinary 100% Plant-Derived Squalane

The Ordinary Niacinamide 10% + Zinc 1%

Shiseido Waso Fresh Daily Lotion 

Esthederm Pure System Pore Refiner [comprar]

Cuidados de pele para quimioterapia e radioterapia

A quimioteraia e radioterapia têm, infelizmente, o condão de afectar também bastante a pele. Este post não pretende, de forma nenhuma, substituir recomendações médicas, mas apenas complementar com alguns conselhos. Se o vosso médico deu indicações diferentes das que estou a dar aqui, sigam sempre as recomendações de quem acompanha o vosso caso específico.

Efeitos comuns na pele relacionados com quimio e radioterapia:

  • queda de cabelo
  • xerose (pele extremamente seca)
  • prurido
  • síndrome mão-pé (inchaço, bolhas, dor, vermelhidão)
  • hiperqueratose (acumulação de células mortas com fendas)
  • paroníquia (inflamação na zona à volta das unhas)
  • radiodermatite (queimadura por radiação)

 

Nem todas as pessoas irão sofrer de todos estes efeitos secundários e o normal é que se apresentem apenas alguns deles. De qualquer forma, há cuidados globais que devem ser tidos em conta de forma a evitar o agravamento ou aparecimento de alguns deles. Alguns comportamentos que ajudam a manter a pele saudável:

  • usar um produto de limpeza suave e hidratante (syndet, óleo de banho, creme de duche), evitando sabonetes e gel de banho agressivo
  • usar sempre protecção solar, pois os raios UVA não são filtrados pelas janelas dos carros ou pelas nuvens
  • tomar banhos curtos com água tépida
  • proteger bem as mãos com luvas quando se usam produtos de limpeza agressivos
  • manter a pele hidratada com fórmulas preparadas para pele sensível ou atópica

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Estes são apenas alguns exemplos de produtos que podem ser utilizados na pele durante a quimioterapia e/ou radioterapia. Além destes, procurem gamas para pele atópica no geral, como a Lipikar AP, Xeracalm A.D. ou Atoderm Intensive.

  • La Roche-Posay Toleriane Caring Wash (limpeza de rosto) [comprar]
  • La Roche-Posay Toleriane Sensitive Riche (hidratação de rosto) [comprar]
  • ISDIN Ureadin Rx10 (particularmente para radioterapia) [comprar]
  • Sesderma Sespanthenol Body Milk (hidratação de corpo) 
  • Sesderma Sespanthenol Soap-Free Foamy Cream (limpeza de rosto e corpo) 
  • Avène Cicalfate (cicatrizante, reparador) [comprar]
  • Bioderma Photoderm Sensitive (protecção solar) [comprar]
  • Sesderma Samay (para anti-envelhecimento) 
  • Eucerin Aquaphor (hidratante, reparador) [comprar]
  • Filorga Optim-Eyes (reforço da zona das sobrancelhas e pestanas) 
  • ISDIN Nutrabalm (hidratação de zonas muito secas e lábios) 
  • Leti Balm Repair (hidratação de zonas muito secas e lábios) [comprar]

Notas soltas: negativismo na gravidez

Confesso que senti isto desde o início da gravidez, mas quis esperar até ao fim para perceber se isto era realmente uma coisa que acontecia. E portanto aqui estou eu, quase com 9 meses de gravidez em cima, a escrever este post.

 

Eu sabia que muita gente tem muita coisa a opinar no que diz respeito a gravidez e filhos. Acho que aquilo com que não contava era o negativismo constante em relação a tudo. Quando digo "tudo", acreditem que é mesmo tudo. Essencialmente não havia uma coisa positiva que eu tivesse a dizer sobre a gravidez que não resultasse em alguém dizer-me ou enviar-me mensagens em como eu estava era tolinha do juízo e que esperasse só para ver.

"Tive a sorte de que a minha acne desapareceu durante a gravidez, a minha pele está melhor na gravidez do que antes" --> "ahahaha espera só para ver o que te acontece depois do parto, as hormonas são loucas" (jurem, imaginem só que eu tinha uma licenciatura em farmácia e até sabia dessas coisas, mas obrigada pelo feedback)

"Por acaso não tive problemas com retenção de líquidos até agora, nunca inchei" --> "ahahahaha espera só pelo fim da gravidez e depois conversamos, isso é tudo muito giro agora, mas não te safas" (spoiler: 39 semanas no bucho e zero retenção de líquidos, obrigada e adeus)

"Quando acabar as mudanças da casa vou ter mais tempo livre e consigo voltar ao blogue" --> "ahahahaha vais ver a paciência que tens no fim da gravidez" (eu gosto de escrever, e efectivamente tenho mais tempo livre agora do que tinha nos meses em que estive na mudança de casa)

"Vou finalmente poder comer sushi depois da gravidez e está quase!" --> "ahahahahah até parece que vais ter tempo para fazer o que quer que seja, deixa-te de ilusões" (pessoas, eu não acho que vou ter muito tempo livre, mas ao mesmo tempo sei que há takeaway de sushi em mil sítios no Porto e aquilo não é propriamente uma coisa que arrefeça se eu não puder comer logo, sabem?)

Ok, estes foram só alguns dos exemplos parvos e ridículos que me lembro agora. Mas é isto, aparentemente na gravidez não dá para ter uma atitude positiva sem ter alguém que ache que é a sua missão de vida "explicar à grávida tontinha como a vida realmente é".

 

Uma coisa que aparentemente também não dá para ter é uma gravidez santa. Aparentemente não estamos autorizadas a dizer que tivemos uma gravidez que correu bem, sob pena de estarmos a criar expectativas falsas sobre a maternidade e estarmos a colocar pressão sobre as outras grávidas. Esta nova moda de que temos de "mostrar como as coisas realmente são" parece que quer impedir as pessoas a quem as coisas correm bem de falar. Eu tive uma boa gravidez e gostei de estar grávida, é isto que tenho a dizer sobre a minha experiência.

Confesso que, sendo uma gravidez não planeada e tendo como background o meu curso, eu parti para esta gravidez cheia de medo do que aí vinha. A sério, aterrorizei tudo o que havia para aterrorizar naquelas primeiras semanas, porque aquilo que eu antecipava eram as histórias de terror que toda a gente adora contar. Os milhares de artigos que hoje em dia andam por aí de "vamos falar da gravidez como ela realmente é" aparentemente não contemplam a minha gravidez, porque ela essencialmente correu bem e sem percalços. Não inchei, não tive nenhum percalço de saúde na gravidez e senti-me sempre bem no geral (excepto dois dias em que enjoei no primeiro trimestre e agora as últimas semanas de gravidez em que me custa mais mexer). E aparentemente estas histórias criam expectativas irreais nas pessoas e portanto não se pode falar delas.

Mais uma vez, não estou a dizer que todas as gravidezes vão ser como a minha, mas caramba, a minha experiência é uma possibilidade real e não uma expectativa irrealista.

 

Ah sim, e aparentemente não posso dizer que a gravidez não foi planeada, porque depois a rapariga vai saber e "o que é que ela vai pensar?". Não só a minha filha vai saber que não foi planeada, como vai saber tudo o que aconteceu depois, incluindo considerarmos viver com ela no T1 onde vivíamos quando engravidei e eventualmente acabarmos a comprar uma casa meio às três pancadas depois de decidirmos que não íamos comprar casa nos próximos dois anos. Ela não ter sido planeada faz parte do início da história dela e diz zero sobre o quanto gostamos dela. E acreditem, ela vai saber tudo isto e prometo que não a vamos traumatizar.

 

Agora, gente, vamos lá ver umas coisas que realmente dão jeito às grávidas da vossa vida:

  • não contem as piores histórias de partos às grávidas que conhecem excepto se elas vos pedirem (e mesmo assim filtrem alguns);
  • não considerem a vossa missão de vida "chamar a grávida à realidade" até porque vocês não têm uma bola de cristal e a vossa experiência não é a experiência de toda a gente;
  • dêem a mão à grávida quando ela vos disser que está a ser uma bosta em vez de relativizarem o problema e dizerem que tem é de se focar no bebé e vai tudo correr bem;
  • repitam o mantra "uma grávida não é uma incubadora" e portanto compreendam que apesar de querer o melhor para o bebé, às vezes a coisa custa horrores e há cedências que têm de se fazer em prol dela enquanto pessoa;
  • se a grávida quer muito que algo aconteça no futuro, ajudem-na a alcançar isso se puderem - se ela diz que mal pode esperar por comer X, apareçam-lhe em casa com isso quando o bebé nascer (e não aproveitem para ficar 4h a fazer sala, a menos que sejam convidados a isso), em vez de lhe dizer que está é tolinha do juízo e não vai acontecer;
  • não achem que por a vossa experiência ser uma, que todas as pessoas vão ter uma experiência igual.

Dermatite atópica em bebés e adultos

A dermatite atópica é uma presença frequente na minha vida desde sempre, desde ter uma pele que não tolerava praticamente nenhum cosmético em bebé até ter grandes crises nas fases de exames de faculdade a andar agora na gravidez com locais novos a ficarem em crise. Como tenho lido um pouco mais sobre o assunto por causa disto e do receio que a minha filha também vá sofrer do mesmo, achei que era boa altura para escrever sobre dermatite atópica (ou eczema) e o que realmente parece resultar.

 

Dermatite atópica

A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória crónica da pele que é caracterizada por ciclos de crise e remissão e não é contagiosa, sendo que esta doença está bastante ligada a uma componente genética (o risco de uma criança desenvolver a doença é de 30% no caso de um dos pais sofrer de DA e de 70% se ambos os progenitores tiverem). Os sintomas mais comuns desta patologia implicam pele seca a muito seca, comichão, descamação, vermelhidão e pele inflamada. Estima-se que esta doença afecta cerca de 3% dos adultos e 15% das crianças em países desenvolvidos, com tendência a aumentar, e está intimamente ligada a outras patologias alérgicas como a rinite, asma e alergias alimentares. 

Na DA, existe um ciclo muito demarcado nas crises, que começa habitualmente com a diminuição da função barreira da pele, permitindo maior entrada de alergenos e outros agentes irritantes que vão levar a inflamação e comichão, que por sua vez vão diminuir ainda mais a função barreira. Assim sendo, o ideal é quebrar o ciclo vicioso e tentar fazê-lo em todos os passos para garantir uma maior qualidade de vida e uma remissão mais rápida.

 

Abordagens ao tratamento da dermatite atópica

Existem várias abordagens à dermatite atópica e a grande maioria acaba por estar pouco estudada ou com estudos maioritariamente irrelevantes. Contudo, vamos vê-las uma a uma:

  • aplicação diária de hidratantes - esta é uma das mais relevantes e uma das que comprovadamente apresenta benefícios reais na DA. O ideal é optar por um hidratante específico para a pele atópica, o que significa que habitualmente é um creme mais espesso ou bálsamo, sem fragrância e com uma fórmula que minimiza a quantidade de potenciais alergenos. Quanto a ingredientes-estrela, não existem estudos não enviesados que tenham conseguido comprovar que um ingrediente é superior a outro, mas no geral tudo parece apontar para que se escolham fórmulas que contenham ureia, glicerina, ceramidas e ácido glicirretínico. A aveia parece resultar, mas também tem menos estudos efectuados.
  • banhos emolientes - estes banhos emolientes passam pela colocação de um produto na água e consequente imersão da pele nessa mistura. Contudo, os estudos indicam que não existem benefícios claros nesta prática, sendo que geralmente acabo por não a recomendar.
  • higiene não deslipidante - é muito frequente ver pessoas que se preocupam em ter um creme hidratante, mas depois na higiene usam um gel de banho qualquer porque depois o creme faz o resto. Contudo, os estudos apontam no sentido desta mesma higiene cumprir os mesmos pontos que a hidratação. Assim, deve-se optar por um produto preferencialmente em creme ou óleo, sem fragrância e de preferência formulado para pele atópica.
  • medicação - pode ser tópica ou oral e deve ser sempre acompanhada e prescrita por um médico. Beneficia na mesma da aplicação do hidratante, havendo estudos claros de que a taxa de sucesso é maior nos pacientes que combinam ambas.
  • probióticos - têm surgido vários estudos no sentido de que pode haver um benefício claro na suplementação com probióticos na dermatite atópica. Contudo, os estudos são ainda pouco claros no que diz respeito a qual a melhor estirpe a usar, doses e resultados claros, por isso esta é ainda uma área em desenvolvimento. Contudo, é uma clara possibilidade e nos próximos anos deveremos assistir a um desenrolar interessante nesta área.
  • evitar potenciais alergenos durante a gravidez e aleitamento - ao contrário do que tem sido proclamado por muitos, evitar certos alimentos durante a gravidez não só não reduz o risco de desenvolver dermatite atópica, como na verdade parece aumentá-lo. Alimentos como ovos, frutos secos, leite de vaca e outros que sejam habitualmente associados a alergias não devem ser evitados por este motivo e até é aconselhável que sejam consumidos de forma a expôr a criança aos potenciais alergenos.

 

Bebés em risco de desenvolver dermatite atópica

Esta é uma área complexa e falo não só por experiência própria, mas também na área científica. Como mãe, já perdi a conta ao número de pessoas que me recomendaram não usar qualquer tipo de hidratante no bebé nos primeiros meses. Por outro lado, também já tive outras tantas pessoas a dizerem-me que se eu tinha pele atópica em bebé e mantenho essa condição em adulta, então tenho de começar logo a usar uma linha de pele atópica na bebé desde que ela nasce. Enquanto profissional, situo-me no meio destas duas posturas, sendo da opinião de que se deve colocar um hidratante a partir do nascimento, mas de uma linha normal, e passo a explicar porquê.

A grande maioria dos estudos feitos em bebés e crianças com DA incluem poucos voluntários e são habitualmente desenhados para validar a utilização de uma gama específica que foi formulada para pele atópica. Assim, é frequente verem-se estudos que indicam que a linha contendo o ingrediente patenteado XYZ teve melhores resultados em crianças com dermatite atópica do que um hidratante normal. Contudo, alguns estudos recentes e bem desenhados puseram à prova a parte que me interessava mais, que era pura e simplesmente a aplicação de um hidratante num recém-nascido com probabilidade de desenvolver DA. Estes estudos concluíram globalmente e com boa margem de certezas que a aplicação diária de um hidratante normal em recém-nascidos de termo previne o aparecimento da DA.

Em relação a escolher ou não uma gama formulada para pele atópica ou uma linha normal nos casos em que apenas existe a probabilidade da criança desenvolver DA, explico-vos o porquê. Uma das teorias já comprovadas da dermatite atópica prende-se com o excesso de higiene e a não exposição dos bebés a alergenos. Esta exposição limitada parece estar a levar a um aumento das crianças com DA, pelo que a exposição precoce a alergenos acaba por ser positiva para o desenrolar da doença. Isto significa que aconselho sempre as mães de bebés potencialmente atópicos a utilizarem produtos com uma fragrância leve (também não exagerem com uma linha super perfumada), mas a não partirem para as linhas de pele atópica sem diagnóstico feito.

 

Melhores produtos para pele atópica

Não existem diferenças nos produtos a usar dependendo da idade, pelo que qualquer produto formulado para pele atópica pode ser usado de forma segura a partir dos 3 meses de idade (alguns a partir do nascimento desde que o bebé seja de termo) sem qualquer limite máximo de idade.

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Coloquei aqui os meus produtos e gamas preferidos, apenas com algumas adendas em termos de imagem: a A-Derma Exomega passou a chamar-se Exomega Control e tem fórmulas novas, a Nutratopic da ISDIN mudou completamente de imagem, mas acho que ainda não se encontra por cá (se encontrarem as embalagens antigas é normalíssimo, mas não quis deixar o post à beira de ficar instantaneamente desactualizado).

- La Roche-Posay Lipikar AP+: pode ser usada desde o nascimento em bebés de termos e tem um produto que adoro - o stick. A comichão é das coisas mais incómodas da dermatite atópica e o stick permite "coçar" a área enquanto na verdade estamos a reparar a barreira cutânea em vez de a destruir.

- ISDIN Nutratopic Pro-AMP: a linha que recomendo em casos mais complicados de resolver, tem um hidratante especialmente formulado para o rosto e dois hidratantes de corpo diferentes (a loção para uso diário e o creme para crises).

- A-Derma Exomega Control: para quem gosta de recorrer a fórmulas mais baseadas em ingredientes naturais, é baseada em aveia. Tem uma boa selecção de texturas diferentes que permitem adaptar aos gostos de cada um, com preços bastante simpáticos também.

- Bioderma Atoderm Intensive: a gama que recomendo em peles que não são particularmente complicadas, para uso diário. Os tamanhos grandes tornam-na muito prática para quem tem de usar os produtos diariamente.

- Lutsine Xeramance Plus: o que encontrei até agora com melhor efeito anti-prurido, é particularmente útil para ter em caso de crises.

- Ducray Dexyane Med: para quem, como eu, tem apenas lesões localizadas (no meu caso cotovelos e agora tornozelos na gravidez), o Dexyane Med e perfeito para controlar as zonas afectadas sem precisar de fazer um investimento enorme, com efeitos desde a primeira aplicação.