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The Skin Game

Blogue português escrito por uma profissional de farmácia e dedicado à dermocosmética.

Casamento - primeiras coisas a fazer

Bem, fez ontem um mês que fiquei noiva (estou a escrever isto a dia 18). A vida tem sido um mini reboliço, mas acho que finalmente vai acalmar (aliás, tenho a madrinha a dizer que estou proibida de googlar mais coisas, mas tanto ela como eu sabemos que isso não vai acontecer... mas hey, boa tentativa!).

Acho que a maneira mais fácil de organizar isto é por tópicos, por isso vamos lá, pode ser que vos ajude em alguma coisa, que no início vi-me completamente desorientada.

 

As decisões que orientam tudo o resto

 

No dia a seguir à proposta pusemo-nos a fazer a lista de convidados. Percebemos rapidamente que tudo o resto estaria dependente disto, portanto foi por aí que começámos. Chegámos à conclusão que concordamos nisto de querer um casamento apenas com as pessoas mais próximas e ficámos em cerca de 80 pessoas, entre família e amigos.

Daí partimos para o nosso primeiro pseudo orçamento, que serviu mais para listar itens em que vamos gastar dinheiro do que propriamente para estipular um verdadeiro orçamento, porque esse só mesmo quando começámos a pedir valores aos vários fornecedores. A lista de despesas escondidas é infindável, mas por esta altura estamos seguros de que estamos a contemplar mais ou menos tudo o que queremos incluir (é fácil uma pessoa esquecer-se que se quer levar com arroz na tola vai precisar de o colocar em algum sítio, ou que a lingerie da noiva também conta para as despesas).

 

Aplicações e sites

 

O grande auxílio nestas coisas tem sido o site casamentos.pt (e a respectiva app), mas o Zankyou também tem sido indispensável. Além disso, o Pinterest é a escolha óbvia para guardar imagens de que gosto, para mais tarde servirem de referência em coisas como vestidos, penteados, bouquets ou bolos de casamento. Sei que há diversos blogues de casamentos, mas ainda não encontrei nenhum que me agradasse. Também sei que existem revistas sobre o assunto (e eu sou uma pessoa que até acha piada a ter uma ou duas), mas ainda não encontrei nenhuma à venda e por isso não vos posso dizer nada sobre elas.

 

Pesquisas e fornecedores

 

Só tive dois casamentos este ano e apenas um deles foi aqui na zona do Porto, tirando isso acho que há uns 10 anos que não ia a um (e tinham sido todos ainda no Ribatejo), por isso a minha experiência com sítios é muito limitada. À medida que fui anunciando às pessoas, fui também pedindo ajuda. Ia perguntando quem conhecia sítios, igrejas, floristas, o que fosse. Fui para a internet e comecei pesquisas. 

Houve coisas que foram muito fáceis - os fotógrafos, por exemplo. Como sempre soube que seria a Bárbara Brandão a maquilhar-me, fui à página dela e comecei a abrir links para equipas/fotógrafos que me interessavam a nível estético. Ela partilha frequentemente fotos de noivas que foram publicadas pelos fotógrafos, e por isso acabou por ser uma boa forma de os procurar. Quando tinha uma lista de pessoas que nos interessavam, enviei emails a pedir orçamentos e depois perguntei à Bárbara qual a opinião dela sobre uns fotógrafos que nos tinham ficado debaixo de olho. Com a confirmação daquilo que esperávamos, partimos para a contratação da Teresa e Dado, dos Arte Magna. Tudo neles parecia certo, e depois de termos reunido com eles, decidimos que era mesmo aquele tipo de gente boa onda e talentosa que queríamos ao nosso lado no dia do casamento. Um verdadeiro momento "say yes to the photographer". (vocês já viram os álbuns que eles fazem? São a coisa mais linda à face da terra!)

Contudo, aquilo que me foi valendo sempre foi o fórum do Casamentos.pt, porque a partilha de informação é imensa e com uma boa dose de paciência e algumas horas investidas em pesquisa, acabei sempre por encontrar aquilo de que precisava. Por outro lado, gosto sempre de pesquisar quem está destacado na Zankyou como fornecedor de topo, mas outra coisa que também descobrimos é que, por muito que muita gente goste de um serviço, não significa que ele seja o mais adequado para nós. Como somos pessoas muito low-profile, os fornecedores que gostam de elaborar um casamento impactante e com muita coisa a acontecer não são aqueles em que nos revemos, embora sejam perfeitamente capazes de realizar o casamento de sonho de muita gente.

 

Pedidos de orçamentos

 

Não sei se já se aperceberam, mas eu tenho muito mau feitio no que diz respeito a atendimento ao cliente (ou muito bom feitio quando o atendimento é impecável, vendo-me facilmente a um atendimento cuidado). É um bocado aquele síndrome de "eu trabalho em atendimento ao cliente e não vos exijo mais do que exijo a mim própria. Se vocês não sabem fazer um atendimento de qualidade, vou dar o meu dinheiro a outra casa que esteja mais interessada".

Se já passaram por esta saga de pedir orçamentos, já chegaram à mesma conclusão que eu - metade dos fornecedores não vos dão orçamentos sem ser presencialmente. E eu não voltei a contactar nenhum dos que me disse que "há muitas variáveis a discutir, não querem marcar uma reunião para vermos os detalhes?". Gente, há milhares de fornecedores., se eu não tenho qualquer referência vossa e se não me enviam orçamentos, não tenho interesse em vocês. Não tenho tempo nem paciência para reunir com 20 fornecedores só para tentar perceber se se enquadram no nosso orçamento e naquilo que esperamos da vossa parte. A quinta que acabámos por escolher respondeu-nos ao pedido em menos de 24h com descrição detalhada do menu e uma tabela de preços, tendo os devidos acréscimos sinalizados e uma indicação de que podíamos reunir para discutir mais pormenores. Percebem, pessoas? Não é assim tão difícil.

Uma coisa que decidi fazer e que chocou muita gente foi começar a pedir orçamentos a vários tipos de fornecedores (quintas, fotógrafos, música, transporte, etc.), mas a minha pergunta é: como é que vocês conseguem estabelecer um orçamento se não sabem qual o valor médio que cada tipo de fornecedor cobra? Eu pedi orçamentos a empresas que provavelmente só contrato daqui a um ano, mas eu precisava de ter noção real dos valores praticados, e isso só consegui mesmo perguntando. Não quero estar em pânico 6 meses antes do casamento porque achávamos que 3 ou 4 fornecedores iam cobrar metade do que realmente cobram e não sabemos o que fazer à última hora. Assim deu para perceber quais as nossas prioridades, largar algumas ideias prévias que tínhamos e adoptar outras tantas com as quais não contávamos.

 

Pessoas malucas

 

Isto há sempre, certo? Primeiro que tudo, tive uma fase que achei que ia mandar um berro da próxima vez que alguém me dissesse "o quê??? só vão casar em 2018????". Aparentemente as pessoas gostam de ficar ofendidas com escolha de datas que em nada lhes dizem respeito (porque na verdade a maioria das pessoas que teve este tipo de reacção não está convidada para o casamento... acho que quem nos conhece sabe que somos pessoas que gostam de planear as coisas com muita tranquilidade e portanto não estranham). Agora já tenho um discurso preparado de "sim, queríamos pelo menos um ano para preparar as coisas e queremos casar perto do nosso aniversário de namoro, por isso sim, 2018". Se começo a ficar maluca com coisas destas, no dia em que tenha filhos e em que toda a gente me ofereça conselhos não solicitados, eu expludo. Portanto mais vale começar a treinar a paciência, dizer "obrigada pela opinião" e continuar com a minha vida, que ninguém me paga psiquiatra no fim disto tudo.