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The Skin Game

Blogue português escrito por uma profissional de farmácia e dedicado à dermocosmética.

Primeiras impressões: produtos de limpeza MartiDerm

Acho que toda a gente tem aquela marca que resulta em toda a gente menos em si própria. Comigo é a MartiDerm. Não tenho qualquer problema em aconselhar a marca a pessoas, especialmente as ampolas, mas ainda não houve um produto da marca que resultasse em mim.
Mas eu gosto de insistir, por isso resolvi experimentar os três novos produtos de limpeza em formato de amostra e trazer-vos as minhas primeiras impressões sobre eles.

 

 

Água micelar - esta água micelar parece-me que tem tudo para resultar em peles secas (só que a minha é mista). A textura não é em nada semelhante a outras águas micelares, que geralmente parecem água, já que deixa uma sensação de produto emoliente no rosto. Para mim simplesmente não resulta, tive de passar a água micelar da Bioderma a seguir porque não gostei da sensação meio oleosa que me deixou. Contudo, peles secas que não costumam dar-se bem com as fórmulas habituais podem ter aqui o seu achado. Desmaquilha bem o rosto, mas ardeu-me nos olhos, que nem sao particularmente sensíveis. PVP cerca de 15€ pelo tamanho normal e 3,50€ pelo tamanho de viagem.

 

Gel de limpeza micelar - este conceito de gel micelar surgiu na LRP, mas o produto passou um bocado despercebido e o feedback que tenho é que era um produto um pouco estranho. Quando surgiu o da MartiDerm, achei que era a altura de experimentar. Este gel não é bem o que eu consideraria um gel desmaquilhante, já que é muito suave e faz uma limpeza leve. Acho-o indicado no caso de pessoas que fazem uma dupla limpeza do rosto, servindo como segundo passo depois de se terem desmaquilhado. É pena que tenham insistido numa fórmula com sulfatos, porque tinha tudo para ser eficaz em casos de acne, mas assim acaba por não resultar. PVP cerca de 15€.

 

Óleo desmaquilhante - acho que as marcas de farmácia ainda não acertaram nos óleos desmaquilhantes. Ou então sou eu que estou demasiado bem habituada pela TBS e os meus standards subiram de forma disparatada, mas o facto é que para mim este é outro óleo que fica aquém do esperado. Em termos de textura é um óleo muito denso que considero um pouco difícil de espalhar. Já experimentei com quantidades diferentes e nenhuma delas resultou, por isso parece mesmo uma questão de textura. Em relação à limpeza da pele, sinto que limpou bem o rosto, mas não fez nada pela zona dos olhos. Eu não utilizo maquilhagem à prova de água, mas testei-o com sombra, eyeliner e máscara de pestanas, e apesar de inicialmente ter feito o esperado efeito de olhos de panda, ao remover o óleo com água os resíduos de maquilhagem mantiveram-se no rosto e acabei por ter de passar um disco com desmaquilhante de olhos. Além disso, este também me fez arder os olhos, o que significa que vou deixá-lo mesmo de lado. PVP cerca de 17€ (que para o tamanho da embalagem e qualidade acho desproporcional).

Notas soltas - maio 2016

Era suposto eu fazer isto no fim do mês, mas considerando que já lá vão uns dois meses desde que fiz um post de notas soltas como deve de ser, olhem, vai ser agora. E preparem-se, que este é um dos que tem blocos de texto, mas estou a precisar de escrever sobre isto e já vão perceber porquê. Se não estiverem preparados para melodrama e se não querem saber do meu estado de saúde para nada, podem saltar as partes isoladas pelos tracinhos. Ninguém se chateia e assim não estrago o dia a ninguém com posts chatos.

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Passou um ano desde que fui internada com uma pancreatite aguda sem aparente explicação possível. Para quem não sabe, o ano passado, dois dias depois do meu aniversário, fui diagnosticada com uma pancreatite aguda depois de quase 12h nas urgências do hospital de Viana, onde andei a saltar de serviço em serviço até a medicina interna pegar em mim e fazer não sei quantos exames. Ora, as pancreatites agudas não costumam acontecer em pessoas de 27 anos que ainda por cima não têm historial de alcoolismo e ninguém conseguia perceber por que raio eu tinha uma. Uma dica: se alguma vez tiverem uma pancreatite, não googlem. Aliás, não googlem qualquer tipo de doença, ponto. A modos que o prognóstico não era bom (obrigada namorado, que googlou depois de eu o proibir e depois obrigou-me a ver o que ele tinha lido por motivos de ter ficado com cara de enterro). Segunda dica: tirem o telemóvel com acesso a internet aos acompanhantes, sob risco de estarem a levar medicação IV e mesmo assim terem de ser a pessoa que diz "vai correr tudo bem, vais ver".

Bem, fui internada, saí do internamento poucos dias depois e desde então tem sido uma correria de exames e consultas de Cirurgia e Auto-imunes uns atrás dos outros. Em outubro diagnosticaram-me uma hipótetica-possível-pode-ser-mas-não-temos-bem-a-certeza doença auto-imune. Sorte das sortes, a tal doença só está descrita desde 2011, o que significa que há pouca coisa à qual os médicos se possam agarrar. De tal forma que a doença nem tem um nome decente, chama-se "doença relacionada com a IGG4". E significa que basicamente tenho de fazer exames periódicos a todos os meus órgãos, porque todos eles podem ser afectados por isto. Divertido. Não imaginam a diversão no mês de março que foi fazer duas TAC, duas RM, duas ecografias e análises a não sei quantas mil coisas. Houve alturas em que achei que ia começar a brilhar no escuro à noite com tanta radiação. Estou a brincar, não foi assim tanta, até porque a maioria dos exames não implicava radiação, mas implicou algumas pessoas da equipa do hospital virarem-se para mim e dizerem "está por cá outra vez? Gosta mesmo disto!".

E então é isto: há um ano tive uma doença aguda que tem uma taxa de reincidência de 70 a 80% no espaço de um ano. Passou um ano. Não imaginam a barreira psicológica que isto é depois de vos dizerem que qualquer órgão vosso pode decidir armar-se ao pingarelho e dar problemas. Aliás, não imaginam os problemas psicológicos que advêm de vos dizerem que têm uma doença crónica de que ninguém sabe muito e que vos pode afectar qualquer órgão no corpo (e para verem silver linings da coisa têm de pensar "bem, safam-se os braços e as pernas..."). Meteu choradeira, meteu consultas de psicologia (e vai daqui um beijinho para a Dr.ª Susana, que é espectacular), meteu acordar de manhã com mini ataques de pânico por causa de micro-sintomas que se assemelhavam aos que me mandaram para o hospital há um ano atrás. Não foi fácil e provavelmente nunca há-de ser. Mas já fiz o meu luto. Continuo sem ter certezas de que tenho a tal doença, porque para ter certezas seria necessária uma biópsia a um órgão afectado - o que significa que na melhor das hipóteses eu fico para sempre sem certezas porque mais nenhum órgão decidiu manifestar-se. E é isto, passou um ano e não tive recidivas. Dos exames que fiz, há a possibilidade de um dos rins ter alguma coisa - vamos esperar e ver. Mas pelo menos já passou um ano.

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Agora vamos a coisas felizes. Foi o meu aniversário. Tenho 28 anos, não sou oficialmente uma estrela do rock que se ficou nos 27 e tudo está bem no mundo porque eu sou extremamente desafinada e seria péssima ideia ser estrela do rock. Não houve grande festa, houve ajuntamento cá em casa com as mais variadas comidas trazidas por quem veio, houve episódio de GoT visto no sofá em conjunto (vantagens de fazer anos a uma segunda-feira) e conversa animada. E houve bolachas de chocolate insanamente cheias de chocolate e derivadas do blogue Palavras que enchem a barriga (um dos meus preferidos) e carinhosamente chamadas de Death by Chocolate Cookies. Sim, aquilo mata pessoas com overdose de chocolate.

 

death by chocolate cookies.JPG

 

E ainda falando de comida, vamos aos sítios giros para visitar no Porto e que têm comida da boa... Primeiro que tudo A Sandeira do Lumiére. Já conhecia A Sandeira original desde a abertura, mas nunca tinha ido à do Lumiére - e tenho de confessar que, se agora tiver de escolher entre as duas, vou preferir esta. Para quem não conhece A Sandeira, fazem as melhores sandes do Porto, sendo que as minhas preferidas são a Vitória (presunto, brie e manga) e a Paris (queijo feta e salmão fumado) e que são acompanhadas por aquelas que são provavelmente as melhores batatas fritas do Porto.

Depois, saltamos para as melhores waffles do Porto, que são num sítio novo e numa localização improvável: no MarShopping. A loja chama-se Waffle Spot e pelo que sei já existia em Coimbra. As waffles são cheias de sabor e podem ser servidas com diversos toppings, mas este é aquele tipo de sobremesa que eu comia até sem topping nenhum, o que não é fácil de dizer da maioria das waffles que se vêem pelo Porto.

Ok, o terceiro não é um sítio, mas esta marca de gelados só se vende no supermercado do ECI, por isso no fundo é um sítio. Obrigada chefinho por me teres falado disto, vou engordar 3kg à tua conta. A Peccato devia ser proibida por lei, pronto. Entre estes gelados e os da Santini, venha o diabo e escolha (agora é que me apercebi que nunca postei nada da Santini, mas uma pessoa fica tão cega com os gelados que lembra-se lá de tirar foto para a posteridade). Este que aqui vêem na foto é o de after-eight e era óptimo. A nível de textura é sem dúvida o melhor gelado que já provei, a nível originalidade de sabores vai sempre ganhar a Santini.

O melhor brunch do Porto para mim é o d'A Loja dos Pastéis de Chaves na baixa. Por cerca de 13€ inclui torrada em pão saloio, chá/limonada, presunto, sumo de laranja, ovo estrelado, pastel salgado, pastel doce, bagel, salada/batatas e laranja fatiada. O que significa que costumamos sempre trazer os pastéis para casa, porque não há barriga que aguente tanta comida. Para mim, apesar do destaque da casa serem os pastéis, os grandes vencedores do brunch são o sumo de laranja natural (a sério, onde raio é que eles vão buscar aquelas laranjas, eu preciso de sumo de laranja destes todos os dias da minha vida) e o bagel (geralmente peço o Estocolmo sem alcaparras).

Um salto a sushi, porque o Domo Sushi perto da Trindade tem o sushi mais perfeitinho que já vi e mesmo saboroso. O grande negócio da casa é o take-away porque o espaço é pequeno, mas eu consegui reserva para comer por lá. A miso era excelente, os temakis eram qualquer coisa de indecentemente perfeito e o suhi era divinal. Vale a pena espreitar, mesmo que estejam fartos de novos restaurantes de sushi a abrir por todo o lado.

Por fim, o meu sítio preferido para lanchar: Amarelo Torrada. Além do pessoal ser do mais simpático que já encontrei, oh-senhores-aquelas-torradas. Podem optar por torradas em pão de noz, de avelã ou de cereais ou em pão chapata. Aviso-vos desde já que é preciso gostar de pão para gostar destas torradas, já que ele é bem denso e não fica todo crocante (que é uma coisa que detesto, para isso compro torradas de supermercado, eu quero uma torrada que saiba a pão). Acompanho sempre com carioca duplo de lima, mas quem gosta de café diz que o cappuccino é maravilhoso.

 

sitios comida porto maio 2016.JPG

 

Eu sei que já falei aqui da Mundo Fantasma, mas vou repetir-me para o caso de serem bichos geeks que vivem no Porto mas que têm estado debaixo de uma pedra. Vocês têm de ir à Mundo Fantasma. No sábado foi o Free Comic Book Day e viemos de lá com 3 comics gratuitos, mas para mim o FCBD é um mau dia para ir à livraria de BD mais conhecida do Porto. Aquilo que é realmente digno de nota é a quantidade abismal de cultura geek que vai na cabeça dos dois funcionários da loja e que faz com que a wishlist de qualquer pessoa aumente em cerca de 5-10 itens a cada ida. E eu vou lá sempre pelo menos uma vez por mês. Obrigada Vasco, obrigada Marco. Adeus dinheiro.

 

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E por fim, a Expofarma. Já falei um pouco no FB e não me vou alongar aqui, mas deixo-vos só 4 fotos daquilo que foi o dia pré-abertura da Expofarma.

 

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