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The Skin Game

Blogue português escrito por uma profissional de farmácia e dedicado à dermocosmética.

Marcas pelo mundo - Grécia

Isto de trabalhar com uma marca grega tem-me dado muito que pensar. A verdade é que quando era adolescente, as marcas de cuidados de rosto de confiança eram praticamente todas francesas e pouco mais existia - tive acne nessa altura e foi com Avène que me fui safando. Só que entretanto passaram-se quase 15 anos e muita coisa mudou. As marcas francesas muitas vezes ficaram-se pelas fórmulas que já tinham e foram largamente ultrapassadas, outras vezes acompanharam o desenvolvimento, mas encontram-se par a par com muitas outras marcas vindas de outros países. A realidade é que hoje em dia, dizer que uma marca vem de França ou de outro país qualquer não tem grande relevência, pois o que interessa mesmo é se as fórmulas são ou não são boas.

 

No espírito de vos abrir um pouco os horizontes (que isto de andar de volta de dermocosmética há vários anos dá-me uma noção errada de que as pessoas estão conscientes da globalização dos avanços nos cuidados de rosto), decidi criar uma nova rubrica onde vos mostro algumas marcas das boas que são originárias de países que não a França ou Itália. E claro, tinha de começar pela Grécia, porque a YOUTH LAB. vem de lá e foi por isso que todo esta rúbrica aconteceu. 

 

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Korres - uma marca de produtos de rosto, corpo, cabelo e maquilhagem (uma espécie de concorrente de marcas como a The Body Shop, O Boticário ou a L'Occitane), que na nossa amiga Espanha é vendida no El Corte Inglés. Diria que o forte deles é mesmo a gama de corpo, com geles de banho e hidratantes de topo, e os hidratantes de lábios. A Korres anuncia-se como uma marca de produtos naturais e portanto será uma boa opção para quem procura esse género de artigo.

 

YOUTH LAB. - uma marca principalmente ligada aos cuidados de rosto, que investe em biocompatibilidade e fórmulas eficazes. A gama de solares é das mais vendidas, mas tanto o hidratante para pele oleosa como a máscara de ácido glicólico fazem-lhe grande concorrência. Gosto principalmente do facto de ser uma marca sem grandes peneiras, que tem uma relação qualidade/preço formidável e um design completamente diferente daquilo que habitualmente se vê em farmácia.

 

FrezyDerm - em Portugal a Frezyderm introduziu apenas a sua gama de solares, caracterizada pela Velvet Technology (os solares dão um toque suave à pele, semelhante ao obtido com silicones), mas na verdade a gama é imensa no seu país de origem, incluindo até linha de crianças. Tenho esperança de que eventualmente consigam expandir a marca por cá até termos todas as referências.

À conversa com a Jael Correia

Estamos de volta com esta rúbrica que convida bloggers portuguesas a responder a algumas perguntas. Desta vez temos uma blogger que praticamente dispensa apresentações, já que o Coquette à Portuguesa é um dos blogues nacionais com mais projecção. Já não me lembro de quando conheci a Jael, andamos ambas nisto dos blogues há alguns anos e sei que acompanho o dela praticamente desde o início (e tem sido um prazer assistir à evolução dela enquanto blogger). Sem mais demoras, deixo-vos com a Jael... 

Ser blogger muda-nos os hábitos. Quais foram as mudanças mais notórias na tua vida e nas tuas rotinas?
Bom, ser blogger passou a preencher mais de 70% do meu tempo livre, dá imenso trabalho fotografar, tratar, escrever, um post por norma demora no mínimo duas a três horas para se fazer, isto só a parte técnica, a parte do teste dos produtos tem um trabalho prévio de dias/semanas e até meses.

 

Apesar de experimentares muitas coisas novas, há aqueles produtos que continuas a ter sempre à mão. Quais são esses produtos?
Água termal Uriage, água micelar Bioderma, Sérum Polyphenol C15 Caudalíe, estes são aqueles produtos que compro e volto a comprar sempre que acabam, mesmo tendo várias outras opções para substituir gosto imenso destes!

 

Se pudesses escolher um produto no mundo para receberes e testares, qual seria?

Diria que o Sunday Riley Luna Sleeping Night Oil, não é que não me seja acessível, mas ainda não ganhei coragem para desembolsar o dinheiro que custa, mas acredito que valha cada cêntimo, quem sabe num futuro próximo.

 

Quais são os posts que te dão mesmo gosto escrever e que te saem num instante?
Provavelmente reviews de produtos que adorei, dá-me um gozo terrível gabá-los, mais gozo me dá depois receber feedback das leitoras depois de os adquirirem e acharem o mesmo, amaram!

 

Há alguma batota que faças e que tens relutância em admitir (numa de faz o que eu digo e não faças o que eu faço)?
Actualmente acho que não (ando a ganhar juízo), mas quando era mais nova era comum ir dormir maquilhada depois de uma noitada, acho que foi o pior crime que fiz, isso e esturricar ao sol com bronzeador com SPF6 Verões inteiros durante a adolescência.

 

Este ou aquele:
- fotografar logo os produtos ou usar primeiro?
Normalmente se for um produto que se note que foi utilizado antes, costumo tirar fotos dele ainda novo já a pensar fazer o post no futuro, isso acontece principalmente com produtos de maquilhagem onde se nota que já foram utilizados, não acho bonito esteticamente para a foto, outro tipo de produtos como cremes, séruns e assim já não tenho essa obrigação, mas ainda assim por vezes fotografo logo para me “obrigar” mais tarde a falar sobre eles quando os testar, fica metade do trabalho adiantado.
- posts ou vídeos?
Posts, vídeos ainda é uma coisa que me sinto pouco à vontade, já os fiz, ainda irei fazer alguns, mas escrever e fotografar é sem dúvida a minha “praia”.
- aproveitar produtos acessíveis ou investir em produtos caros?
Já tive essa filosofia de comprar muito e barato, mas agora prefiro pouco e caro, não pelo valor mas pela qualidade, que normalmente compensa. Mas de vez em quando também compro coisas mais acessíveis só para experimentar a ver se vale a pena como tenho lido pelos blogs.
- maquilhagem ou skincare?
Esta é difícil, comecei pela maquilhagem e acabei na skincare, que é uma área que me tem apaixonado imenso, ver os resultados, testar os produtos, perceber as diferenças entre eles, mesmo para alguém um pouco “noob” no assunto, gosto de falar das minhas experiências com os produtos. A maquilhagem continua a ser aquela paixão, mas actualmente tenho um pouco de consciência no que compro, sei que já tenho “demais”, e nunca conseguirei gastar tudo, por isso tenho de ponderar bem e analisar se já tenho parecido, ou se lhe vou dar uso.
- rotina rápida ou "hora da pele/maquilhagem"?
Tenho sempre de ter 15 minutos no mínimo para a minha rotina de pele e maquilhagem antes de sair de casa, que consiste em limpar, hidratar, proteger, depois a maquilhagem depende do mood, para o trabalho opto ou por sombras suaves, cat-eye ou um batom mais forte e olhos só com máscara e uma sombra cor de pele, tem de ser rápida e eficaz.

Notas soltas: Gamescom 2016

Bem, parece que estou de volta, gente. Diz aqui o registo que o blogue não via posts desde 6 de julho. Bem, eu explico-vos a coisa de modo sucinto: não tinha férias há quase um ano e estava tão cansada que a última coisa que me apetecia era mesmo chegar a casa e trabalhar mais.Especialmente com bom tempo e pokémons por apanhar à beira mar em passeio com o namorado. Depois de ter estado um fim de semana em Cerveira e outro na Nazaré, fui finalmente e oficialmente de férias para outro país. Já vos ouço a dizer "e então Ana, foste para o México apanhar sol ou para a Tailândia beber cocktails?". Nope, fui para a Alemanha para uma convenção de jogos. Pronto, não foi uma convenção de jogos, foi A convenção europeia de jogos, a Gamescom.

 

Para quem ainda não se apercebeu, eu sou gamer. E o meu namorado é 100x pior que eu. Logo, ir à Gamescom este verão pareceu a melhor ideia de sempre e - spoiler - foi mesmo. Não sou uma gamer muito hardcore, embora esteja proibida pelo meu amigo Telmo do blogue Meus Jogos de me auto-classificar como casual gamer depois de ele me ter visto em Lisboa a ligar ao meu namorado para perguntar se ele já tinha feito as quests do evento de verão do WoW com a minha conta para eu conseguir o pet (hey, eu estava em Lisboa em trabalho e era o último dia do evento - e eu queria mesmo muito aquele pet). Dito isto, sou mocinha de Nintendo e Blizzard. A Nintendo porque foi com a NES que cresci, a Blizzard porque o que mais jogo é mesmo o World of Warcraft e agora o Overwatch. 

 

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Como fomos os 4 dias da convenção e tínhamos comprado o acesso 1h mais cedo nos dois primeiros dias, conseguimos fotos do sítio de uma forma que pouca gente o vê: sem estar à pinha. A Blizzard tinha metade de um pavilhão só para si, com direito a uma área por cada jogo (WoW, Hearthstone, Starcraft, Diablo, Heroes of the Storm e Overwatch) e o da foto é só uma parte do de Hearthstone.

 

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 Olá Winston!

 

Para quem não está familiarizado com as convenções de jogos, essencialmente tem-se acesso a jogos/hardware/software que ainda não foram lançados, bem como alguns jogos retro e indie que não são fáceis de experimentar de outra forma. Mas o grande destaque da edição deste ano foi mesmo a realidade virtual - e gente, vocês não têm noção do que está para vir por aí, a sério.

 

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O Nelson a achar que é engraçado enquanto eu estou a tentar salvar o mundo sendo o Batman

 

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 Eu a fingir que não tenho vertigens enquanto tento jogar o The Climb

 

O meu preferido foi, sem dúvida, o novo jogo do batman para a PS4 em realidade vistural, o Batman: Arkham VR. Primeiro que tudo, o nível de interacção e a jogabilidade estão fantásticos. Não havendo um painel nem um saco mágico onde cabe este mundo e o outro, eles resolveram o problema de forma simples: tens um coldre de cada lado e um cinto onde estão as tuas armas. 

Outro de que gostei mesmo muito foi o The Climb, um jogo que simula a experiência de escalada, mas que para mim tem dois problemas: o primeiro é que eu tenho vertigens e ele é mesmo muito imersivo, o que significa que eu acabei a cravar as pernas no chão o tempo todo que joguei para servir de âncora e não passar mal (cheguei a ver pessoas a parar porque tinham as mãos a tremer e outro que caiu mesmo para a frente); o segundo problema é que é para sistema Oculus e pessoalmente acho-o mais desconfortável do que o da Playstation (ainda não testei o HTC Vive, que é a terceira opção de realidade virtual). O Oculus, apesar de ter a vantagem de praticamente não se ver nada do mundo real, coisa que não acontece com o da PS4 que tem uma faixa de mundo real muito visível na parte de baixo do sistema, parece fazer mais pressão e ter controladores menos ergonómicos. Além disso, quando o tiramos temos o rosto todo marcado com os contornos do capacete, coisa que não acontece no sistema da Playstation.

 

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Outro dos jogos giros que testámos foi o ReCore. Para quem gosta de Metroid, os criadores são os primeiros a dizer que foi uma das grandes inspirações para o jogo. A jogabilidade é mesmo muito boa e do que joguei, é coisa para eventualmente vir parar cá a casa. Outro que sei que foi um grande sucesso, embora não tenha experimentado, foi o Little Nightmares

 

Ainda assim, a minha parte preferida da ida a Colónia foi mesmo o Legion Cafe. A Blizzard pegou num café de um hotel e redecorou-o todo para o lançamento do Legion. Imaginem um café temático do vosso jogo preferido, com quests que davam goodies, cocktails temáticos, jogos de tabuleiro, raids e dungeons a serem jogadas, concertos de música da Blizzard, cosplayers...

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Por fim, deixo-vos com o concerto da Video Games Live a que assistimos na Blizzard:

 

Review: DSP-Serum Iluminador da MartiDerm

Tipo de produto: sérum

Função: despigmentante (adequado a grávidas) e antioxidante
Ingredientes principais: genisteína, hexilresorcinol, ácido fítico 
Quando usar: após a limpeza, manhã e noite

 

Textura: sérum denso
Aroma: floral

 

Embalagem: frasco com conta-gotas
Quantidade: 30 ml

 

Preço: 41€
Onde comprar: farmácias, parafarmácias, YouLoveYou

 

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Da última vez que vos falei aqui da MartiDerm disse que a marca para mim tinha qualidade e portanto facilmente a recomendava à maioria das pessoas, mas que até à altura ainda não tinha encontrado um produto que funcionasse comigo. Pronto, finalmente isso mudou graças a este despigmentante em sérum carregado de antioxidantes. Mas não se preocupem, que não decidi atacar as minhas sardas (uma amiga minha entrou em choque e ralhou comigo quando lhe disse que tinha um sérum despigmentante, porque achou que tinha decidido declarar guerra às minhas sardas). O único sítio onde utilizei este sérum foi mesmo no queixo, onde tenho marcas de borbulhas passadas.

 

Ando há muito para utilizar um sérum destes, andava inclinada para o da Caudalie (mas a sério, a subida monumental de preço desde que foi lançado até agora acaba por me desmotivar) ou para o da Sesderma. Por sorte do destino, a MartiDerm dispôs-se a enviar-me um, por isso o assunto ficou resolvido. Fiquei particularmente interessada nele porque, além de que ainda não me tinha convencido que nada da marca ia resultar comigo, este sérum despigmentante é adequado a grávidas, e se há coisa que as grávidas me pedem constantemente é aconselhamento sobre este tipo de séruns. E nada melhor do que um aconselhamento baseado na própria experiência com o produto.

 

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O que é que eu tenho então a dizer sobre este sérum? Primeiro que tudo, a fórmula é bastante interessante. Não recorre aos típicos despigmentantes como o ácido azelaico ou a arbutina, que tornariam a fórmula impossível de utilizar pelas grávidas. Recorre sim à genisteína como antioxidante para evitar danos futuros na pele e ao hexilresorcinol como despigmentante. O sérum tem uma textura relativamente densa, mas espalha facilmente e é rapidamente absorvido, sendo muito fácil de utilizar de manhã e à noite. O facto de ter conta-gotas torna-o muito simples de dosear e, graças ao facto de espalhar muito facilmente, é um produto que dura muito tempo.

 

Quanto a resultados, o que é que há para dizer? Bem, se foi este o sérum que me fez perceber que afinal há esperança para a minha relação com a MartiDerm, já perceberam que funcionou. Testei-o durante mais de um mês e notei mesmo diferenças na quantidade e intensidade das manchas no queixo. Eu devia ter-me lembrado de tirar fotos de antes e depois, mas a verdade é que tive um mês muito complicado a nível de trabalho e acabei por não conseguir tirar foto do "antes". As manchas não desapareceram completamente, claro, mas também ainda só o usei durante um mês. Tenho esperança que com o uso continuado elas acabem por desvanecer, mas vou-vos mantendo actualizados no progresso.

 

* produto enviado pela marca para review ao abrigo da política de parcerias